CÂMARA. Tia da Moto vê com estranheza sindicância que irá analisar publicação polêmica de sua assessora

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Gesto de Celita, à direita, causou a reação da assessora da Tia da Moto. Foto Facebook / Reprodução

Por Maiquel Rosauro

Na volta do Carnaval, deve ser publicada a portaria oficializando a sindicância que irá averiguar se ocorreu alguma irregularidade na polêmica publicação de uma assessora da vereadora Luci Duartes – Tia da Moto (PDT), no final do ano passado. Contudo, já ocorreu o sorteio que definiu os responsáveis pela análise.

A sindicância será formada por três servidores efetivos: Mateus Azevedo, que atua no jornalismo; Giovani Costa de Oliveira, da área contábil (irá ocupar o cargo de presidente da sindicância); e Elisangela Adolfo Carvalho, da assessoria técnica. A suplente será Liziane Lima de Lara, da arquivologia. O trio terá dez dias corridos para apresentar um parecer.

Em 29 de dezembro, um dia após o agitado pleito da Mesa Diretora, Simone Ferrari, cargo de confiança (CC) da Tia da Moto, postou no Facebook críticas à vereadora Celita da Silva (PT), que estaria debochando da colega do PDT. A publicação teve uma grande repercussão, inclusive com a divulgação de uma nota oficial da bancada petista.

Os vereadores do PT solicitaram a sindicância interna, que recebeu parecer favorável da Procuradoria e, posteriormente, foi autorizada pelo presidente Alexandre Vargas (PRB).

“Fui ironizada e desrespeitada”
O site conversou com a vereadora Luci no final da tarde dessa quinta (8). Ela disse achar estranho a abertura de uma sindicância para um fato que ocorreu fora do horário e local de trabalho. A parlamentar também disse que a reação de sua assessora surgiu após um momento de ironia e desrespeito por parte de Celita.

Confira na íntegra a nota enviada pela Tia da Moto:

“É inerente ao ser humano se rebelar diante de um ato de injustiça ou de chacota. A atitude de minha assessora Simone nada mais foi do que a reação de inconformidade perante a cena de deboche e desrespeito ao meu posicionamento. A reação surgiu diante das imagens públicas acontecidas na referida sessão, onde fui ironizada e desrespeitada, enquanto que ser humano. Não sou responsável pela postagem, mas punir uma pessoa que age em defesa de um amigo, um colega de trabalho, o seu superior… seria, no mínimo, hipocrisia de minha parte, agir de tal forma. Portanto abrir sindicância de um ato realizado fora do horário e local de trabalho é um tanto estranho… mas nossa assessoria jurídica está de prontidão para defesa de nossa assessora, caso seja necessário. Somos, enquanto que parlamentares, pessoas públicas sujeitas a críticas e elogios. Portanto temos que ter o discernimento e o equilíbrio para saber administrar os dois momentos”.
Vereadora Luci Duartes – Tia da Moto (PDT)



6 comentários

  1. Jorge

    Não vou me ater a polêmica, mas a outro tema. São vereadores. Não estão mais em campanha. Devem ser chamados pelos seus nomes de batismo. A Câmara não é uma reunião de compadres e comadres, todos se chamando pelos seus apelidos. Gostaria que a imprensa passasse a chamar os vereadores pelos nomes de verdade. Se quem votou não sabe, deveria começar a se interessar. Senão daqui a pouco vai virar isto:

    “Senhores, na pauta de hoje o ´Italiano da Padaria’ fez uma homenagem aos moradores da cidade, fato que foi congraciado também pela “Loira do 51” e pelo “Tomé da Água”. Num aparte, o “Caudilho da Lomba” citou as mazelas das escolas, aplaudido de pé pelo “Caolho da Zona Sul” e da “Gostosa do Opala Verde”. Não riam. Estamos quase lá. Campanha: parem de usar os “apelidos de guerra”. Vocês agoa estão na Cãmara.

    • everton

      É bem isso. Parece reunião no boteco da esquina. Estamos no segundo ano dessa triste legislatura e pouco se viu. Continuam desperdiçando tempo com tretas de baixo nível, e cuidando de interesses políticos pessoais. Será que ainda dá tempo de acordar? Ah, perdão, cometi uma injustiça:; esqueci das moções. Aí, a produtividade sobe.

  2. O Brando

    Santa Maria está em decadência pelo menos desde meados da década de 80. Não é de graça. O que é importante fica de lado, só o que dá visibilidade conta.

  3. Alto Falante

    Saudade dos vereadores dos anos 80, quando tinham mais personalidade (e competência), e nem precisavam usar estes nomes fantasia asquerosos.

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