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CPI do Idort. Bancada governista na Câmara “comeu mosca” e pode perder maioria na comissão

A menos que alguma coisa neste momento imprevisível aconteça, o governo municipal terá que conviver com uma Comissão Parlamentar de Inquérito em que terá minoria. Mais: contra si terá o presidente e o relator da CPI que, em princípio, deve ser instalada hoje no legislativo, para apurar eventuais irregularidades na contratação do Idort, em 2002, para prestar serviços na formulação da reforma administrativa.

 

É verdade que há pouco a investigar, e muito a discursar, depois que a mesma questão já foi tratada em comissão ainda no primeiro mandato e cujos resultados foram insuficientes para abertura de inquérito pelo Ministério Público – que arquivou o relatório. Mas, em tempos pré-eleitorais, “sempre que pode dar um barulho”, como me disse alguém ligado ao governo.

 

Na tarde de quinta-feira, antes da sessão que acabou sendo interrompida (depois do qüiproquó envolvendo o presidente da Casa, Vilmar Galvão, e o líder da oposição, Tubias Calil), a idéia do governo era fazer valer o regimento interno. Com o que, como publiquei aqui, na tarde do mesmo dia, Calil, proponente da CPI, seria o único integrante oposicionista. Os outros dois seriam, respectivamente, do PT e do bloco formado por PR, PTB e PSB.

 

Espertamente (o que é legítimo e até desconfio que a estratégia foi montada depois da publicação da nota por este nem sempre humilde sítio), o peemedebista retirou o pedido de CPI, imediatamente reapresentado por Sérgio Cechin (foto), do PP, outra sigla da oposição.

 

Com isso, Cechin, o novo proponente, tem vaga certa. E o PMDB, maior partido, também. Este indicará Tubias Calil. Sobrará uma vaga, a única da bancada governista, e deverá ser ocupada por Loreni Maciel, do PT.

 

Resumindo: o governo, que poderia ter encaminhado a CPI naquela mesma sessão, preferiu apostar na suspensão. Acabou comendo mosca, permitindo aos oposicionistas, legitimamente, rever a estratégia. Agora, a menos que alguma coisa surja de extraordinário, a situação se inverteu. E dá para apostar em Sérgio Cechin como presidente da Comissão, e Tubias Calil na relatoria. 

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