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CAMINHONEIROS. País vive crise de ‘autoridade’ e de ‘representação’. É um ângulo de análise da paralisação

Professor de Ciência Política, José Carlos Martines Belieiro Jr, em entrevista à Sedufsm: democracia enfraquecida ou fortalecida?

Por FRITZ NUNES (texto) e IVAN LAUTERT (vídeo e imagem), da Assessoria da Sedufsm

Vivemos uma crise de “autoridade” e de “representação” e, possivelmente por isso, a greve dos caminhoneiros, com dificuldade de interlocução, seja na categoria, como também junto ao próprio governo, tenha levado o Brasil a uma crise sem precedentes, com ameaça de asfixia da economia, em um período tão curto de tempo.  Esse é um dos aspectos ressaltados na entrevista à assessoria de imprensa da Sedufsm, do professor José Carlos Martines Belieiro Jr, cientista político e docente do departamento de Ciências Sociais da UFSM.

Para o analista, o governo de Michel Temer, demorou a perceber o tamanho da crise que estava sendo gerada e fez uma negociação de uma forma equivocada. Sobre os pedidos de saída do Presidente da República, José Carlos admite que a pressão pode aumentar, mas no entendimento pessoal dele, o desejável é que o chefe do Executivo não saia, pois a vacância da presidência agora poderia ampliar a crise há poucos meses da eleição.

Questionado sobre a “intervenção militar”, o professor não acredita muito na hipótese, pois o projeto dos militares hoje estaria vinculado mais a um projeto de defesa do país. Entretanto, ressalta que o agravamento da crise pode abrir uma brecha para a ideia de “restauração da ordem”. Na parte final de seu depoimento, o professor avalia sobre o atual estágio da democracia brasileira: enfraquecida ou fortalecida?

Acompanhe a seguir a íntegra da entrevista:

 

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Um Comentário

  1. Perigo maior é uma anomia, vide governo Yeltsin que desembocou no Putin.
    Temer não renuncia, mas se renunciasse o presidente da Câmara não assumiria porque deve ser candidato a alguma coisa. Idem Senado.
    Mais ‘política’ que resolve nada, ‘democracia é cara’, vereadores ganhando bem para fazer nada, moções, nomes de rua. É colocar recursos que não estão sobrando para promover conceitos abstratos que a maioria da população não entende bem e nem quer entender. Pessoal da ciência política precisa falar com o pessoal da administração e perguntar o que é a pirâmide das necessidades de Maslow.
    Dicotomia clássica em ciência política, quanto maior a liberdade menor a seguranças e vice-versa.
    Partidos políticos no Brasil nunca funcionarão como ‘manda o manual’, isto é sonho. Também não adianta prometer para o ‘futuro’.
    Caminhoneiros podem esperar, o que é deles está guardado. Não vai ser rápido e nem logo em seguida, mas quem viver verá.

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