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Corrupção (2). Haveria mais um motivo para o ataque “repentino” de Jarbas. O alvo seria outro

Sem fazer qualquer consideração, essa fica para você, leitor, trago outra avaliação da entrevista concedida por Jarbas Vasconcelos à ex-revista Veja. Ela é feita por quem conhece bastante a publicação da Editora Abril, o jornalista Luis Nassif – cujas credenciais é desnecessário afiançar.

 

Leia o que ele escreveu. Não precisa acreditar. Apenas para cotejar. Sempre há algo a aprender, afinal de contas, sobre o comportamento de políticos e suas ligações com a mídia grandona (e com a que se acha). A seguir:

 

“A estratégia Jarbas

Não é difícil entender as razões por trás da entrevista do senador Jarbas Vasconcellos à revista Veja. Na entrevista ele acusa seu partido, o PMDB, de abrigar corruptos e lutar por cargos. Faltou explicar onde está a novidade.

No governo FHC, esse mesmo PMDB, tendo como pontas-de-lança o Ministro dos Transportes Eliseu  Padilha e Gedel Vieira Lima, uma seleção enriquecida por Gilberto Miranda e outros notáveis, negociou cargos, benesses e massacrou Itamar Franco na convenção do partido. E os episódios ocorreram nos tempos em que Jarbas era dos grandes nomes do partido. É o mesmo PMDB de agora, com os mesmos personagens de antes.

O papel do PMDB e as formas de cooptá-lo fazem parte do know-how de governabilidade criado por FHC e apropriado por Lula. Então, qual a razão da indignação tardia de Jarbas? É aí que se entra na parte mais interessante da entrevista: a maneira como foi preparada.

Na semana passada Lula colocou o bloco de Dilma na rua. O fato veio acompanhado da divulgação das pesquisas de popularidade do governo, da constatação de que as medidas anticíclicas começam a dar certo, do encontro de prefeitos.

Esse início, aparentemente avassalador, assustou o PSDB. Em reunião na casa de FHC, decidiu-se, de um lado, acirrar os ataques ao governo no Congresso, dificultando a aprovação de medidas. De outro, criar um fato político que contrabalançasse o jogo. Não havia denúncias à mão. As grandes denúncias ficaram no primeiro governo Lula. As denúncias-tapioca não pegam mais.

Decidiu-se, então, pela entrevista do Senador Jarbas Vasconcellos à revista Veja. Jarbas é ligado a Serra e, muitas vezes, pensou-se na dobradinha para as eleições presidenciais. Há tempos perdeu o ímpeto político. Na segunda metade do…”

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SUGESTÃO DE LEITURA – confira também, se desejar, outras reportagens, notas e artigos produzidos e publicados pelo jornalista Luis Nassif.

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