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ELEIÇÕES. “Não podemos trabalhar com a visão de que o outro é meu inimigo”, afirma a reitora da UFN

“A visão jornalística precisa primar pela liberdade de pensamento e de consciência. E é desse lugar que nós não podemos abdicar”

Da Agência Central Sul, em entrevista de ARIADNE MARIN e foto de MARIANA OLHABERRIET

Às vésperas da eleição que pode mudar profundamente os rumos do Brasil a Agência Central Sul foi ouvir a opinião da reitora da Universidade Franciscana, Irmã Irani Rupolo. Num diálogo sobre esse momento político tenso e decisivo, a reitora em entrevista à Ariadne Marin, expôs as suas preocupações e expectativas.

Preocupada com a polarização que caracteriza o cenário brasileiro atual, a reitora reafirmou os  princípios institucionais da UFN  com foco na priorização do diálogo e da busca pelo entendimento.  Irmã Irani salienta que quem atua na área educacional não pode trabalhar com a visão de que o outro é o inimigo. ” Nós que trabalhamos com a área educacional, acima de tudo, não podemos trabalhar com a visão de que o outro é meu inimigo, o outro extremo. (…) Acredito que numa sociedade a diversidade de opiniões deve ser respeitada, a diversidade de posicionamentos deve ser observada”. afirmou a reitora.

Ao analisar a trajetória histórica do país, a reitora questiona a noção de que o Brasil é realmente um país pacífico, uma vez que enquanto sociedade, sempre reprimiu a expressão de muito posicionamentos divergentes. Nesse sentido, ela destaca o papel dos jornalistas e dos que estão envolvidos em projetos de comunicação como fundamental para elucidar os contextos do presente. “É o lugar muito necessário, muito observado, muito atento da sociedade, porque hoje,  seja no jornal, nas redes sociais, em rádio, impresso ou de debates,  a visão jornalística precisa primar pela liberdade de pensamento e de consciência. E é desse lugar que nós não podemos abdicar“, afirma.

Referindo-se ao atual cenário da política partidária brasileira, ela afirma não ser uma construção desejável para o povo brasileiro. Defende que “boas lideranças, boas propostas e bons projetos devem ser discutidos para que  se construam a partir de nós e entre nós também”, diz. Ressalta também que os professores, ainda que não detenham toda a verdade, possuem “uma competência reflexiva, crítica, de percepção histórica, de percepção filosófica, de percepção ética, e é por estes valores e por estes princípios que nós precisamos nos conduzir. Que depois deste momento do próximo dia 28 quando vai acontecer a votação, novamente a sociedade brasileira, e nós enquanto cidadãos e cidadãs precisamos nos posicionar pela conectividade, pela junção, pela soma e não pela divisão e pela dispersão de forças. Nós não somos inimigos e precisamos tratar de criar e favorecer uma trajetória de construção coletiva. Esse será o aprendizado, o grande desafio, o grande posicionamento. Nenhum dos dois extremos trabalhará sozinho. Nem um candidato de direita, nem um candidato de esquerda fará essa trajetória sozinho, senão com um pacto social, uma contribuição reflexiva, um despojamento de ideias extremas e uma vontade, um equilíbrio, uma busca respeitosa de diálogo e de entreajuda. Eu penso que é esse o caminho“, conclui.

Sobre o voto, a reitora afirma acreditar que as pessoas todas tem um discernimento para fazer a sua escolha. Para ela, “o que nós devemos observar é com qual pessoa é mais favorável o diálogo? Com qual linha de pensamento é mais favorável a construção? Em qual caminho a sociedade poderá construir-se de forma integrada e de futuro? São perguntas que nos ajudam no discernimento. E depois do momento da eleição, novamente arregaçar as mangas conjuntamente, não nos dividirmos“, finaliza.

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