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ELEIÇÕES 2016. Candidatos usam registro oficial na Justiça para mobilizar aliados e obter espaço na mídia

Jader e Lemos (com militantes) foi o primeiro a registrar a candidature. Mas a divulgação foi “nas internas”, via Feicebuqui. Nada de assessoria de imprensa
Jader e Lemos (com militantes) foi o primeiro a registrar a candidature. Mas a divulgação foi “nas internas”, via Feicebuqui. Nada de assessoria de imprensa

Quanto mais não seja, o ato cartorial de registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral tem se prestado, a partidos e candidatos, para que obtenham espaço midiático e/ou mobilizar a própria militância. Isso, a poucos dias do início oficial da campanha, que só ocorre na próxima terça-feira, conforme o calendário fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

É verdade que também tem se prestado, essa atitude dos candidatos, para perceber quem tem maior ou menor estrutura. Que faz de uma atitude aparentemente banal, a oportunidade para levar informações à mídia.

Assim é que, embora tenha sido o primeiro a registrar sua chapa, o grupo de partidos minúsculos, liderado por Jaderson Maretoli (SD) e Adão Lemos (PSC), só divulgou a informação no Feicebuqui. E olha que foi ainda no dia 3, logo no limiar do prazo. Nessa data, Maretolli e Lemos foram ao cartório oficializar a coligação “Uma nova história para Santa Maria”, apoiada por outra meia dúzia de siglas.

Que se diga, os pequenos foram acompanhados, na atitude, por um grandão. O chapão governista também não enviou material algum à mídia (bem, pelo menos não a este site), preferindo usar o perfil de Fabiano Pereira, o candidato a prefeito, para DIVULGAR  a ida, nesta terça, à Justiça Eleitoral, acompanhado de um séquito de militantes e concorrentes à vereança, além da candidata a vice, Magali Marques da Rocha.

Postura diversa, e mais midiática, ostentaram outros dois concorrentes fortes ao Palacete da SUCV. Na segunda-feira, aqui mesmo, você leu, via assessorias de imprensa, os registros das candidaturas de Jorge Pozzobom/Sérgio Cechin (AQUI) e Valdeci Oliveira/Helen Cabral (AQUI).

O que tudo isso significa (faltando os registros de outras quatro chapas majoritárias), objetivamente? Talvez pouca coisa. Mas, num ambiente em que os recursos são escassos e os espaços idem, partidos e candidatos aproveitam o que e como podem o que há disponível. Tudo vira motivo para propagandear as pretensões de uns e outros. E a tendência é que assim permaneça até 2 de outubro. Aguardemos!

LEIA TAMBÉM:

Quatro candidatos a prefeito registrados”, de Joyce Noronha, no jornal A Razão (AQUI)

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