FUTURO. Meio acadêmico “desconhece” o indicado para Ministério da Educação, diz professor da UFSM

FUTURO. Meio acadêmico “desconhece” o indicado para Ministério da Educação, diz professor da UFSM

FUTURO. Meio acadêmico “desconhece” o indicado para Ministério da Educação, diz professor da UFSM - sedufsm-cremonese

Dejalma Cremonese, sobre a escolha do Presidente: “para chegar a ministro precisa de indicação de pastor ou de guru da direita”

Por FRITZ R. NUNES (com foto de Arquivo), da Assessoria de Imprensa da Sedufsm

O indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro ao cargo de ministro da Educação, professor de origem colombiana, Ricardo Vélez Rodriguez, é um desconhecido no meio acadêmico. A análise é do professor Dejalma Cremonese, cientista político lotado no departamento de Ciências Sociais da UFSM. Cremonese percebe o futuro titular da pasta da Educação como um crítico ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e também como um defensor do polêmico projeto ‘Escola Sem Partido’.

Rodriguez foi anunciado como ministro da Educação, a partir de janeiro de 2019, nesta quinta (22), através do twitter de Bolsonaro, depois de uma intensa polêmica envolvendo a indicação de Mozart Neves Ramos, ex-reitor da UFPE e diretor do Instituto Ayrton Senna, na última quarta-feira. Depois que o nome do professor foi dado como certo através de alguns sites noticiosos, rapidamente, deputados da Frente Evangélica foram até o assessor político de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e vetaram o nome de Ramos. Uma das alegações é de que o ex-reitor da UFPE não seria favorável ao ‘Escola Sem Partido’.

Segundo Cremonese, Ricardo Vélez Rodrigues, já no dia 7 de novembro, anunciava em seu blog, que Olavo de Carvalho, historiador e considerado um ‘guru’ da direita, indicara seu nome para o MEC. O professor da UFSM destaca que Rodriguez, além de opositor ao ENEM, é um grande crítico do PT. Em 2015, Ricardo Vélez Rodriguez publicou o livro chamado “A grande mentira. Lula e o patrimonialismo petista”.

Na análise de Cremonese, feita através de seu canal no you tube, para se tornar ministro do governo Bolsonaro transparecem como condições básicas “ser indicado por um pastor”, “ser indicado por um guru da direita” ou mesmo ter “um blog ou livro que se contraponha ao PT”.

Quem é Ricardo Vélez Rodriguez?

O indicado para a pasta do MEC, a partir de janeiro de 2019, é filósofo com mais de 30 obras publicadas. Atualmente, é professor emérito da Escola de Comando do Estado Maior do Exército, além de professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora. Mestre em Pensamento Brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do RJ, Rodriguez é também Doutor em Pensamento Luso-Brasileiro pela Universidade Gama Filho e Pós-Doutor pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, Paris.

Polêmico

O futuro ministro da Educação não é polêmico apenas porque defende o ‘Escola Sem Partido’ ou porque ataca o PT. Ricardo Vélez Rodriguez publicou em seu blog, por exemplo, que o golpe civil militar de 1964, no Brasil, responsável pelo AI-5, fechamento do Congresso Nacional, censura à imprensa, perseguição, prisão e morte de opositores, na verdade “é uma data para lembrar e comemorar”.

Para o jornalista e escritor, Gilberto Dimenstein, esse tipo de opinião de Rodriguez sobre a ditadura brasileira demonstra que apesar dos “muitos livros e títulos”, Ricardo Vélez Rodriguez é um “ignorante ilustrado”. Para o jornalista, “educador que elogia ditadura pode ser qualquer coisa, menos educador.” As manifestações de Dimenstein foram expressas através do site “Catraca Livre”.

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2 comentários

  1. O Brando

    O jogo é jogado e o lambari é pescado. O resto é chute. O que contam são os resultados.
    O que se sabe é que a educação não está funcionando, ao menos para a grande maioria. Existe alguns lugares em melhor estado, mas as condições que levaram a esta situação nem sempre são reproduzíveis em todo lugar.
    Discutir 1964 está longe de ser prioridade para a maioria da população. Além disso é debate que vai chegar em lugar nenhum.
    Escola sem partido não saiu do nada. Existe a figura do abuso de direito. E iliicto ultrapassar os limites impostos pelo fim social da liberdade de cátedra. Existem professores de filosofia por aí (por exemplo) que começam o semestre com Marx, passam por Grasmsci e depois para a Escola de Frankfurt/teoria crítica. Problema? O resto da filosofia não existe, não cumprem a ementa e nem o programa do curso. Gente que fala em ‘outro mundo é possível’, em formar ‘agentes transformadores da sociedade’ (na verdade formam cínicos, mas é outra história).
    Conclusão: não estaria indo demais para um lado se não tivesse ido para o outro antes.

  2. Zé Ruas

    Ricardo Vélez Rodriguez x Dejalma Cremonese

    Fui olhar Lattes de ambos, produção, publicações, livros…

    Começa com este “desconhece” entre aspas.
    Quer dizer que é melhor um politico bem conhecido que um colega “desconhecido”?

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