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EXTRA. Grupo de Fabiano ganha espaço na prefeitura. PT fecha acordo interno. Você já sabia

Olha só o que esta (nem sempre) humilde página de internet publicou, na manhã da última segunda-feira:

 

“… as diversas correntes petistas, e as figuras que as lideram, buscarão, nos próximos dias todas as maneiras de se chegar a um acordo capaz de impedir o segundo turno. De que forma isso se daria? Só de um: a desistência de um dos dois finalistas. E, o que abrir mão teria algum tipo de compensação. Qual? Não sei..” (para ler a íntegra da nota, clique aqui)

 

Pois, neste momento, já é possível afirmar que não haverá segundo turno para o pleito municipal do PT. As diversas correntes, que conversam sem parar desde o final do pleito dominical, estão fechando o acordo que “unifica” o partido na cidade.

 

Na prática, quem sai vencedor dessa disputa é o grupo de Fabiano Pereira, com a parceria dos vereadores Loreni Maciel, Luiz Carlos Fort e Jorge Trindade. Pelo acordo, esse quarteto terá um número ainda indefinido de 12 a 15 Cargos de Confiança no Executivo – conforme acordo com o qual concordaram o prefeito Valdeci Oliveira e seu principal aliado, o deputado federal Paulo Pimenta, virtual candidato à prefeitura em 2008.

 

Desses cargos, dois são diretorias gerais (provavelmente nas secretarias de Saúde e Obras, algo ainda a ser definido).  O presidente do Partido, no primeiro ano, será Dionizio Kuchinski. No segundo, Alexandre Bento. Com um detalhe: como Kuchinski é candidato à vereança, ele se afasta em abril, e Bento assume, até abril de 2009, quando então Kuchinski encerra o mandato de dois anos.

 

Por fim, há a questão sucessória na Câmara de Vereadores. Pelo acordo em vigor (e a tendência, a menos que os oposicionistas conquistem dois dos oito votos hoje fechados em torno da aliança firmada no início da legislatura) o próximo presidente do Legislativo será um petista. Que, definiu-se nos últimos dias, será Vilmar Galvão.

 

COMENTÁRIO CLAUDEMIRIANO: a prática de acordos no PT, por mais brigados que estejam seus líderes, é a que prevaleceu mais uma vez. Mais para além disso, se consolida um fato: Fabiano Pereira é, individualmente, quem tem mais votos internos no partido, em Santa Maria. Nada de maioria, porém. O que impede que controle a sigla. Mas o suficiente para ser ouvido, e bem, pelas demais correntes.

 

Ou, olhando por outro lado, nenhuma corrente interna tem hegemonia, mas o grupo fabianista é, individualmente, mais numeroso. Sobre isso, aliás, sugiro a leitura da coluna Observatório, deste final de semana, em A Razão. Escrevo a respeito, inclusive com percentuais. Aguarde.

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