Olha o troco aí. No dos outros é, argh, colírio. Parlamentares vetam aumento de servidores
Funciona assim: uma resolução do Congresso determina que, a cada aumento de deputados e senadores, os ocupantes de cargos em comissão (os de confiança) terão o mesmo reajuste. Quer dizer, funcionava. Na mesma decisão de quinta-feira, que elevou em 91% o salário dos parlamentares (que vai para R$ 24.500), foi embutido um ato que revoga essa possibilidade. Agora, os CCs terão reajuste na mesma medida e ao mesmo tempo que os demais servidores, do quadro permanente.
Cá entre nós, mas só cá entre nós: no dos outros é colírio, diria o popular. A vinculação provocaria um extraordinário gasto adicional. E com esses os edis federais preferiram não concordar. Seria engraçado, se não fosse trágico – para os comissionados. A respeito dessa desvinculação, confira a reportagem da correspondente em São Paulo, do G1 (o portal de notícias das organizações Globo), Maria Angélica Oliveira (com informações também da Agência Estado):
PARLAMENTARES CORTAM AUMENTO DE COMISSIONADOS NO CONGRESSO
Reajuste de 91% nos salários derrubou vinculação dos comissionados. Sindicato dos servidores estuda que medida tomar.
No ato conjunto em que decidiram conceder um aumento de 91% a si próprios, deputados e senadores acabaram com a vinculação dos salários dos servidores de cargos comissionados do Congresso aos seus, evitando assim um impacto na folha de pagamento ainda maior do que os R$ 173 milhões que o reajuste trará.
Uma resolução garante que os salários dos funciónários comissionados do parlamento acompanhem o aumento dos subsídios dos deputados e senadores automaticamente e em diferentes percentuais. O ato derruba essa vinculação.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis), Ezequiel Nascimento, existem cerca de 3.000 comissionados nas duas Casas e vários vários níveis de cargos de confiança. Somente a Câmara dos Deputados possui 14 tipos diferentes de Cargos de Natureza Especial (CNE).
A reação dos comissionados à medida veio nesta sexta-feira (15). Muitos não aceitaram a decisão dos parlamentares. O presidente do sindicato dos servidores do Poder Legislativo (Sindilegis), Ezequiel Nascimento foi procurado com insistência por servidores.
Nascimento não reconhece o poder do ato para acabar com a vinculação dos reajustes. Para ele, a resolução que beneficia os servidores vale mais do que um ato da mesa. No entanto, disse que…
SE DESEJAR ler a íntegra da notícia, pode fazê-lo acessando a página do G-l, o portal de notícias das Organizações Globo, no endereço http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1389695-5601-593,00.html.





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