CÂMARA. Antes do recesso, edis têm última sessão para colocar em dia a pauta. Mas público ficará de fora

Ok, ok, ok. A culpa pela chuvarada não é dos vereadores. Essa eles não carregam, definitivamente. Também não ficaria muito bem realizar, por conta da impossibilidade óbvia do plenário, no Palacete da SUCV, como ofereceu (sem qualquer outra razão, register-se, senão a da solidariedade) o prefeito Cezar Schirmer. Vamos combinar que os poderes têm que ser independentes até mesmo geograficamente. Não faltaria um “claudemir” para chamar atenção ao fato de que projetos do Executivo seriam discutidos e votados, inclusive em inevitável sessão extraordinária, na casa do interessado. Não pegaria bem, convenhamos.
Dito isto, é preciso afirmar algo: a escolha do Plenarinho para a realização da última sessão do semestre (depois, há um recesso de duas semanas) e a votação de pelo menos uma dupla de projetos pra lá de polêmicos, com interesses variados na comunidade, não permite a assistência dos interessados.
Salvo melhor juizo, no espaço disponível, descontados os vereadores e sua estrutura, mais a imprensa, se der para colocar 20 pessoas na plateia será um prodígio. E como ficam aqueles moradores do Bairro Nossa Senhora de Lourdes (contra e a favor, é bom que se diga), que gostariam de ver um projeto que cuida do futuro deles sendo discutido e votado sem sua presença, mesmo não podendo interferir?
Bueno, está dito. Será uma sessão (ou duas, provavelmente, dada a necessidade regimental) praticamente sem público. E o que será discutido nela(s)? Confira no material produzido pela assessoria de imprensa do Legislativo. O texto é de Clarissa Lovatto Barros, com foto de Franciele Marques. A seguir:
“Expediente nesta terça-feira será das 13h às 19h
O expediente da Câmara de Vereadores nesta terça-feira (14) será das 13h às 19h. A sessão ordinária iniciará às 15h no plenarinho do Legislativo em razão de o plenário estar ocupado com material proveniente do Arquivo Geral. As reuniões das Comissões Permanentes acontecerão no gabinete da presidência e no plenarinho antes do início da sessão. A decisão de realizar a sessão no plenarinho ocorreu durante a reunião de vereadores no gabinete da presidência na tarde desta segunda-feira. A partir de quarta-feira, o expediente será das 7h30 às 13h30.
A remoção dos itens existentes do Arquivo foi necessária em decorrência de alagamento no setor. Cerca de oito mil processos de projetos de lei, além de arquivos com as atas de 1947 a 2014 foram removidos para o Plenário e sala de reuniões. Durante o temporal ocorrido madrugada, parte da estrutura de uma loja vizinha à Câmara atingiu telhado do prédio do Legislativo, alagando gabinetes localizados no segundo andar, bem como salas situadas no setor esquerdo do prédio, inclusive o Arquivo Geral.
ORDEM DO DIA – SESSÃO PLENÁRIA ORDINÁRIA – 14.07.2015
8247 – Ver. Sergio Cechin
Considera de Utilidade Pública Municipal a Associação Beneficente ANKH.
Tramitação:
8136- Poder Executivo
Institui o Projeto Setorial para a Implantação da Ampliação do Hospital São Francisco de Assis.
8237 – Poder Executivo
Extingue e cria cargos no Quadro de Pessoal Efetivo do Poder Executivo Municipal de Santa Maria e dá outras providências.
8251 – Executivo Municipal
Altera o Artigo 2º, o caput do Artigo 4º e insere o inciso I no Artigo 4º da Lei Municipal nº 5395, de 29 de dezembro de 2010, alterada pela Lei Municipal nº 5970, de 24 de abril de 2015.
8199 – Ver. Cezar Gehm
Considera de Utilidade Pública Municipal a Sociedade Espírita Bezerra de Menezes.
8194 – Verª. Drª. Deili Silva
Insere o § 3º ao art. 39 da Lei Complementar 092/2012 – Código de Posturas do Município de Santa Maria.”
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Público, é bom que se diga, tem cometido excessos em muitas votações pelo país a fora.
Uma coisa é protestar durante uma votação, outra bem diferente é invadir com o intuito de impedir a votação. Táticas facistas não são toleráveis.
E mesmo o protesto tem que ser racional. Numa votação destas em BSB, duas criaturas resolveram baixar as calças e mostrar o traseiro para o SuperCunha. Ele olhou, riu e mandou a polícia legislativa esvaziar as galerias. Só faltou falar no microfone: "valeu a força!".