CASO ISADORA. Réu pela morte da jovem modelo santa-mariense retorna à prisão em Imbutuba, em SC

CASO ISADORA. Réu pela morte da jovem modelo santa-mariense retorna à prisão em Imbutuba, em SC

CASO ISADORA. Réu pela morte da jovem modelo santa-mariense retorna à prisão em Imbutuba, em SC - isadoraDa redação do jornal A HORA DE SANTA CATARINA, com foto de Reprodução

Quatro dias depois de a Justiça expedir o mandado de prisão preventiva contra Paulo Odilon Xisto Filho, de 37 anos, o oficial de cartório  acusado de matar a namorada, Isadora Viana Costa (foto acima), 22 anos, no ano passado, em Imbituba, se entregou na Unidade Prisional Avançada (UPA) do município.

Ele se apresentou de forma voluntária na UPA por volta das 12h30, acompanhado de seu advogado, e, preso, foi conduzido por agentes do sistema prisional até o fórum de Imbituba. Depois de realizar os ritos burocráticos da prisão, Paulo Xisto retornou à penitenciária na presença também de policiais militares.

Na tarde da sexta-feira, dia 23 de agosto, o juiz Welton Rubenich, titular da 2ª Vara de Imbituba, havia expedido um novo mandado de prisão preventiva em desfavor do réu, que se encontrava em liberdade, com restrições, desde novembro de 2018, aguardando o julgamento favorecido por uma decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Antes de ser revogada, a prisão preventiva foi decretada em 16 de julho de 2018, pela suposta prática dos crimes de homicídio qualificado, fraude processual, posse de acessório de arma de fogo de uso restrito e coação no curso do processo, bem como pelo descumprimento de medidas cautelares diversas da prisão.

Em 28 de novembro de 2018, o ministro Marco Aurélio deferiu liminar que determinou a soltura do acusado. Porém, em julgamento nesta terça-feira (20), no julgamento do mérito, negou o habeas corpus e revogou a medida liminar anteriormente deferida. O oficial já foi condenado em 1ª instância pelo crime de posse de mira laser de uso restrito, e teve a decisão de pronúncia mantida pelo TJSC.

O suposto crime

Segundo denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu no dia 8 de maio de 2018, quando o casal fazia uso de álcool e drogas e, por um momento, a jovem acreditou que o réu estivesse passando mal. Ela então chamou a irmã do acusado, que foi até a residência do casal acompanhada do noivo; após arrombarem a porta do quarto do réu, viram que ele estava bem.

O oficial de cartório estaria tentando esconder dos familiares seu vício em drogas e, após a irmã e o noivo saírem do local, teve um ataque de fúria e investiu contra a jovem, deferindo-lhe diversos golpes. Segundo o médico legista, ela apresentava lesões compatíveis com múltiplas joelhadas, socos e chutes, tendo como causa da morte trauma abdominal.

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