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CPI do Detran. Todo jeito de que a coisa pode desandar para o bate-boca. Já a investigação…

São evidentes as divergências entre os integrantes da oposição e do governo, na Comissão Parlamentar de Inquérito que pretende investigar a fraude no Detran. A disputa política (que não é ruim em si mesma) entre os partidos que um dia presidiram a autarquia, desde 1997, procuram, em vez de a luz, a escuridão.

 

Estou enganado? Tomara. Em todo caso, não é bem isso que se deprende das primeiras discussões. Confira, por exemplo, acerca dos debates ocorridos nesta quarta-feira, na Assembléia Legislativa, a reportagem produzida por Vanessa Lopez, com foto de Marcelo Bertani, ambos da Agência de Notícias do Legislativo. A seguir:

 

“Deputados debatem a CPI do Detran

 

As questões a serem respondidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Detran, em funcionamento na Assembléia Legislativa,  foram debatidas na Sessão Plenária desta quarta-feira (13).  “Esta Casa instalou a CPI, que foi criada depois de uma operação da Polícia Federal que desbaratou um esquema que teria desviado mais de R$ 40 milhões”, explicou Fabiano Pereira (PT), presidente da Comissão, ao responder a um questionamento do deputado Pedro Pereira (PSDB).  Pedro havia trazido à tribuna, minutos antes, o tema da ação civil pública ingressada pelo Ministério Público contra o ex-presidente do Detran, durante o governo petista de Olívio Dutra, Mauri Cruz, e outros cinco envolvidos em suspeita de irregularidades. “Tudo indica que o embrião da corrupção no Detran começou no governo do PT”, apontou Pedro. “Esperamos que nossa CPI vá a fundo”, pediu o parlamentar.

 

Fabiano esclareceu: “Inicialmente, o foco principal era o contrato de 2003. Depois, deixamos em aberto a possibilidade de investigarmos os fatos, desde a criação do órgão, em 1996. Não temos problemas em investigar”. O deputado salientou que pretende ouvir todos os ex-presidentes da instituição, inclusive os que tiverem sido indiciados. 

 

“Por que a Agergs não regulou as tarifas do Detran?”, questionou o deputado Paulo Azeredo (PDT), vice-presidente da CPI, ao exemplificar a série de dúvidas que existem sobre o caso investigado. “Há várias questões que devem ser pautadas”, concluiu. “Nosso compromisso é com a absoluta verdade. Trabalharemos, de todas as formas, para que ela apareça”, ressaltou a deputada Stela Farias (PT), membro titular da Comissão. “Não permitiremos qualquer tentativa de desviar as investigações”, acrescentou a parlamentar.

 

O deputado Edson Brum, líder do PMDB, chamou a atenção para o problema da banalização das CPIs, ao ler trechos de uma entrevista concedida à Rádio Gaúcha pelo líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana. “Não podemos transformar essa Comissão em um fato político, em palanque eleitoral”, alertou…”

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui, se desejar, a íntegra desta e de outras reportagens produzidas pela Agência de Notícias da Assembléia Legislativa.

 

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