Do Oliboni Xavier. Sossego público foi para as cucuias no centro. Jovens infernizam população
Recebi, no início da madrugada desta terça-feira, correspondência eletrônica do internauta Vicente Oliboni Xavier. É um brado indignado contra o que acontece nas noites do centro da cidade, mais exatamente na esquina das ruas Henrique Dias com Doutor Pantaleão. Quem sabe as autoridades prestam um pouquinho de atenção. Acompanhe a íntegra, a seguir:
Desabafo às autoridades
Caro Claudemir,
Venho solicitar o teu apoio para que uma situação pra lá incomoda seja resolvida imediatamente. Precisamos chamar atenção das autoridades competentes.
Moro na Rua Henrique Dias, quase esquina com a Doutor Pantaleão, e há mais ou menos 15 semanas, todo final de semana é sempre igual. Entre 4 e 6h, nas madrugadas de sexta para sábado, um grupo de adolescentes de classe média (que moram nestas imediações) pára exatamente na esquina dessas ruas e começa a gritar palavras de baixo calão em um tom tão alto que certamente ninguém que mora nas redondezas consegue ter uma boa noite de sono. Principalmente minha filha de 9 meses que tem problemas respiratórios e por si só já sofre para ter um bom descanso.
Há poucos dias vi um cidadão, da janela do seu quarto, reclamar indignado seu direito sagrado de descansar. Não foi só xingado como ameaçado e ofendido por este bando de bardeneiros. E como se não fosse suficiente toda essa baixaria, na outra madrugada, os mesmos adolescentes, após sairem de alguma festa, não contentes somente com seus altos gritos, usaram também um corneta de plástico (daquelas das torcidas de futebol) que emite sons ensurdecedores, exatamente em frente ao prédio do cidadão indignado.
Nesta noite estava passando (segunda) em frente a este prédio e vi os mesmos por volta das 23:30h proferindo mais barbáries ao cidadão que reclamou somente o direito da sua família e dos seus vizinhos ao sagrado descanso a que todo trabalhador tem direito.
Já liguei para a Brigada Militar diversas vezes e nunca vi nenhuma viatura passar ou interceptar este grupo que, pelas ações, parecem ser usuários de entorpecentes.
Te pergunto, até onde vai isso? E mais… onde estão os pais ausentes destes adolescentes? Que educação foi dada a estes jovens? E as autoridades, por que não tomam as providências necessárias?
Peço aos leitores do teu concorridíssimo sítio que sofrem com esta situação para que não se calem. Liguem para o 190, reclamem, esse é um direito nosso.
Agradeço antecipadamente a tua compreensão e agradeço em nome dos moradores destas ruas e da minha filha Luiza.
Atenciosamente,
Vicente Oliboni Xavier





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