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TRABALHO. 12,85 milhões de brasileiros estão sem emprego, mostra o IBGE. Pandemia agrava a situação

O número de pessoas sem emprego passou para 12,85 milhões nos primeiros três meses de 2020, segundo levantamento do IBGE

Por MILENA DIAS (com imagens de Reprodução), Especial para o Site (*)

O número de pessoas desempregadas no Brasil já era preocupante. Agora, com a pandemia do novo Coronavirus, os índices aumentaram. Segundo a pesquisa realizada pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas sem ocupação passou para 12,85 milhões nos primeiros três meses de 2020. Houve um aumento de 10,5% de indivíduos desempregados em relação aos últimos três meses de 2019.

A pesquisa mostra que a taxa de desocupação aumentou em 12 estados do Brasil comparando com o último trimestre de 2019. As maiores porcentagens foram na Bahia (18,7%), Amapá (17,2%), Alagoas e Roraima (16,5%) e as menores em Santa Catarina (5,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Paraná (7,9%).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou também as taxas de desocupação no país e nas grandes regiões de acordo com os meses de janeiro, fevereiro e março de 2020. Em primeiro lugar está o Nordeste, com 15,6%, a região Sudeste ocupa o segundo lugar, com 12,4%, em seguida está a região Norte, com 11,9%, depois a região centro-oeste, com 10,6% e por último a região Sul, com 7,5%.

A taxa de desemprego aumentou no país devido ao isolamento das pessoas em suas casas por causa da pandemia. Como a maioria está em isolamento, o comércio ficou sem consumidores e com isso entrou em crise. Muitas empresas tiveram que encerrar suas atividades e outras diminuíram o número de funcionários, o que só contribuiu para o aumento de pessoas sem emprego no Brasil.

Nordeste é a região mais afetada pelo desemprego no primeiro trimestre de 2020, também segundo o levantamento feito pelo IBGE

José Daniel da Rosa Garcia trabalhava como chapista em um restaurante e foi demitido no início da pandemia. Ele mora hoje com esposa, a sogra e dois enteados e não possui nenhuma renda mensal. Garcia também não teve direito ao auxílio emergencial da Caixa. Ele conta que está sempre procurando emprego e deixa currículos em vários lugares, mas a única resposta que recebe é “quando der eu aviso”, nada mais. “Estou passando pelo que muitas pessoas estão passando nesse momento de dificuldade”, relata.

Assim como Garcia, Jaílson Soares do Couto também foi demitido. Ele trabalhava como auxiliar de cozinha de outro restaurante. Hoje vive com sua mulher e as duas filhas, uma de 4 anos e sua enteada de 14. A renda mensal que a família recebe hoje é somente a aposentadoria da filha de 14 anos, que possui problemas cardíacos. Esse dinheiro precisa ser suficiente todo o mês para alimentar a família, pagar as contas, comprar itens de higiene, remédios e produtos para as filhas.

Na opinião de Couto, esse momento de dificuldade financeira já era esperado, pois a situação do país não é boa. Nesta circunstância, ele faz de tudo para ajudar a família mesmo com tantos empecilhos. “Minhas dificuldades envolvem basicamente a falta de aquisição monetária para pagar as contas, mas como todo chefe de família me viro, faço alguns bicos, não deixando faltar o básico até o final do mês”, explica.

(*) Milena Dias é acadêmica de Jornalismo da Universidade Franciscana e faz seu “estágio supervisionado” no site

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