TRABALHO. ‘Home office’ ganha espaço na pandemia e abre caminho para debater sua viabilidade no futuro

TRABALHO. ‘Home office’ ganha espaço na pandemia e abre caminho para debater sua viabilidade no futuro

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Teixeira é agenciador de imóveis e prefere o trabalho na empresa ao home office adotado nos primeiros dias de isolamento social

Por MILENA DIAS (com fotos de Arquivo Pessoal e Matheus Cargnin), Especial para o Site (*)

O trabalho em home office está se promovendo cada vez mais. Na tradução para o português, significa “escritório em casa”. É por isso que essa expressão é usada para trabalhos realizados dentro da própria residência, através do computador ou qualquer dispositivo que tenha acesso à internet. Com o início da pandemia do novo coronavírus, esse recurso cresceu ainda mais entre as empresas.

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Oliveira optou pelo trabalho em home office após o início da pandemia

De acordo com a pesquisa realizada por André Miceli, coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getúlio Vargas, o home office deve crescer 30% no Brasil após a pandemia. O home office pode ter continuidade e modificar o modo de trabalhar. Mesmo sendo tão utilizado, esse método não é aprovado por todos os trabalhadores e pode causar muitas dificuldades no rendimento do trabalho.

Maiquel Soares Oliveira trabalhou 8 anos como corretor e hoje é dono de imobiliária em Santa Maria. A empresa surgiu em maio de 2017 e teve sua primeira experiência com o trabalho em home office durante a pandemia. O gestor optou por reduzir o número de funcionários, realizar reuniões digitais via vídeo e atender presencialmente somente através de agendamento.

Para o dono da empresa, a maior dificuldade de trabalhar em casa é o fechamento de negócio, pois negociar pessoalmente passa mais confiança e credibilidade ao cliente. Para o trabalho render, Oliveira conta que depende da estratégia usada pela empresa. O trabalho pode funcionar em home office quanto na empresa: “depende da maneira que você leva a seu cliente”, explica.

Sobre o home office se tornar o método mais utilizado pelas empresas futuramente, o empresário acredita que “o trabalho digital é um tendência, junto do home office, mais em alguns setores, menos em outros, se adequamos e conquistamos o espaço no mercado nos dois métodos, ou seja as coisas vem acontecendo bem desta forma”.

Kauan Felipe Teixeira Costa trabalha como Agenciador de Imóveis e diz preferir trabalhar no local de trabalho ao home office. “Quando entramos na quarentena eu trabalhei em home office, particularmente não gostei, hoje em dia já voltei ao trabalho presencial. A minha função tem contato direto com as pessoas, mas sempre respeitando os cuidados”, conta.

Para Teixeira, a maior dificuldade de trabalhar em casa é se acostumar com a rotina e se comprometer com o emprego. “Em casa parece que eu não obtinha rendimento suficiente. O fato de poder a qualquer momento desligar tudo e não ter ninguém te “cobrando” facilita para que as pessoas não deem muita bola para as funções que exercem”, conceitua.

No ponto de vista do agenciador de imóveis, trabalhar fora de casa é muito melhor do que dentro da sua própria casa. Pensa que o home office não permite que o trabalhador fale com as pessoas presencialmente e feche negócios, não possibilita ver o capital entrando na empresa e dialogar. Para ele, é necessário “possuir uma rotina e responsabilidade todo o dia quando se acorda”.

(*) Milena Dias é acadêmica de Jornalismo da Universidade Franciscana e faz seu “estágio supervisionado” no site



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