ARTIGO. Ricardo Ritzel e raras mulheres que foram protagonistas na história de revoluções do Rio Grande

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Dona Amália  no dia de seu casamento com general Gumersindo , no ano de 1886, em Santa Vitória do Palmar. (Foto acervo família Saraiva)

Mulher, gaúcha e maragata…

Por RICARDO RITZEL (*)

O período revolucionário rio-grandense (1893-1930) revelou o melhor e o pior da cultura gaúcha. Ou gaucha, conforme o lado da fronteira ou como habla o vivente.

Um exemplo foram as degolas praticadas indiscriminadamente por estas bandas, tanto por maragatos quanto por pica-paus, que fizeram alguns historiadores e memorialistas cogitarem até mesmo em apagar estes acontecimentos dos registros históricos brasileiros por tamanha barbárie.

Alguns conterrâneos amenizam a naturalidade com que passavam a faca na garganta do inimigo pela pecuária ser a profissão quase que absoluta nestas querências (além de ser soldado) e a maestria em lâminas uma necessidade. “Estão acostumados a ver sangue”, dizem.

Outros justificam que nas guerras de movimento, ou guerrilhas, típicas da América Meridional entre os séculos XVII e XX, não se podia e nem se fazia prisioneiros. Então…

O certo é que mais de 300 anos de guerras, batalhas, combates e refregas, como viveram geração após geração neste espaço mágico que chamamos de Pampa, endurece, e muito, um povo.

Por outro lado, no meio desta tempestade de sangue que foi o período revolucionário, com tantas mortes, vinganças e disputas a qualquer custo pelo poder, encontramos homens com um senso de justiça extraordinário, idealistas, disciplinados, altruístas com a própria vida e, mesmo sendo guerreiros implacáveis, com um respeito fora do comum com o inimigo. E, algumas vezes, com uma verdadeira recíproca.

Homens que fascinaram e fascinam até hoje historiadores pelos seus atos políticos e feitos militares, assim como terem a idolatria de várias gerações de rio-grandenses pelas suas maneiras de ver e viver a vida.

E, independente de serem maragatos ou chimangos e de terem erros e acertos, evocarem por conduta e tipo de vida a alma de uma cultura. Personagens que se anexaram e ao mesmo tempo ajudaram a construir um tecido sociocultural que hoje chamamos de tradição gaúcha.

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Dona Apolinária Cardoso de Souza, em rara e já desgastada fotografia publicada, em 1952, pelo Correio do Povo, com matéria assinada por A. de Moraes Fernandes

É assim com Gumersindo Saraiva, Pinheiro Machado, Flores da Cunha, Honório Lemes, Julio de Castilhos, Gaspar Martins e Assis Brasil, entre outros tantos nomes que a história nos presenteou.

E onde estão as mulheres deste tempo? Como foram as suas condutas e reações ao turbilhão sociopolítico e cultural que viveram?

Buenas, diferente do período farroupilha (1835-1845) onde várias mulheres tiveram um papel protagonista, há muito pouco nos livros de história sobre a atuação de mulheres do período revolucionário rio-grandense. Quase nada ou simplesmente notas de rodapé. E isto vale também para a tradição oral gaúcha.

Quanto à mulher castilhista, muito pouco se sabe mesmo. Talvez devido à doutrina positivista de seus maridos sugerir com grande ênfase que, mesmo na pior das hipóteses financeiras de uma família, ela não deve trabalhar fora de casa, evitando assim cair em tentações que arruinariam a honra e a moral do marido.

Para os seguidores de Augusto Comte aqui no Rio Grande do Sul, o sexo feminino estava predestinado a cuidar dos filhos e organizar a residência do patriarca da família. E só. Uma espécie de “linda, recatada e do lar” da época.

E uma época de maridos que pregavam, lutavam e matavam por uma “ditadura científica”, onde homens “iluminados” pelo estudo e capital administravam a Nação em nome do povo com ordem e para o progresso. Enfim, o papel delas era dentro das quatro paredes de sua casa e isto foi transposto para as páginas da história.

Tanto que uma das mulheres castilhistas com mais citações históricas nesse período é Dona Honorina Castilhos, esposa do presidente do Estado, Julio de Castilhos. É de conhecimento geral que ela ouviu, aconselhou e apoiou seu marido ao longo de toda sua trajetória política, e muito. Sempre com discrição e recato. Sempre em segundo plano (ou terceiro). Ficou famosa por isto. Com a morte de Julio, não suportou a viuvez e se suicidou.

Por outro lado, as mulheres maragatas (ou federalistas) não tiveram um destino muito distinto. A sociedade pastoril a qual estavam inseridas sempre foi patriarcal. Tão machista como a de seus inimigos, ou mais.

Mas havia brechas e elas estavam na própria revolução.

E a primeira delas foi de marido legalista e esposa revolucionária (ou vice-versa). Uma situação não rara e até mesmo comum por esses pagos. Garantia diálogo com ambos os lados e certa imunidade ao casal, sua prole e bens, em meio a uma polarização radical com muitas desapropriações forçadas e bastante violência gratuita de lado a lado.

Outra óbvia brecha para um protagonismo feminino entre as mulheres maragatas era a escolha que tinham que fazer: se as esposas e filhas dos legalistas deviam, podiam e ficavam em casa enquanto seus maridos peleavam por este Rio Grande a fora, a esposa de um rebelde federalista tinha que decidir, com todos os riscos inerentes, em ir com o companheiro para vida revolucionária (com suas marchas sem fim, acampamentos e lutas) ou assumir sozinha os filhos, a casa e os negócios da família.

Tanto uma quanto a outra, tarefas hercúleas para uma mulher daquele tempo, ainda mais quando o Estado positivista, e tudo que ele podia fazer e obter quase sem nenhum freio inibitório, era o inimigo.

E, sim, não é nenhuma novidade que a gauchada era seduzida para guerra com muito ayre libre, trago, carne gorda e mulheres. Foi assim na Revolução Farroupilha, na Guerra do Paraguai e, é claro, na Revolução Federalista de 1893.

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A atriz santa-mariense Vera Mesquita interpreta Dona Apolinária de Souza no curta-metragem “Gumersindo Saraiva – A Última Batalha” (Foto Divulgação)

Há vários pequenos relatos e citações desta presença feminina no Exército Libertador em livros de memória de personagens da época, assim como de conceituados memorialistas e historiadores contemporâneos.  E até mesmo na Ordem do Dia da temida Divisão do Norte há registros de mulheres e seus filhos seguindo a Coluna de Gumersindo Saraiva pelos três Estados sulinos

Também Ângelo Dourado, em seu clássico livro sobre a epopeia de quase três mil quilômetros da coluna Saraiva registra que, em determinado momento, tinha cerca de 6 mil homens, seguidos por cerca de até 2 mil mulheres e crianças.

O historiador Gunter Axt, assim interpreta esta participação feminina no conflito: “essa massa de gente deslocando-se por três diferentes estados sugere um fenômeno social complexo. Dourado oferece indícios de que os chamados bugres, posseiros e ervateiros da Serra incorporaram-se às colunas. Pobres e analfabetos, esses indivíduos deixaram poucos registros de suas visões de mundo, mas reagiam à expulsão de suas terras em decorrência da expansão do latifúndio, das serrarias e das vias férreas”, escreveu.

Há também aquelas mulheres que decidiram, por uma razão ou outra, ficar em casa e resistir de alguma maneira a repressão castilhista. Tocar a vida, como se diz.

E, com toda certeza, não foi uma decisão fácil, já que mesmo naquele tempo, a população gaúcha tinha conhecimento de cartas interceptadas pela revolução que o próprio presidente do Estado, Julio de Castilhos, havia ordenado aos seus apoiadores criarem milícias para ameaçar e perseguir qualquer pessoa contrária a suas ideias.

O objetivo era atingir a honra, a família e os bens de opositores e, se fosse o caso, a vida destas pessoas, “sempre com a devida discrição”, conforme suas próprias palavras.

Mas houve resistência. E que resistência heroica estas mulheres maragatas ofereceram à ditadura castilhista, mesmo com a morte violenta e anônima de muitas delas.

Uma dessas histórias nos remete a própria esposa de Gumersindo Saraiva, Dona Amália, quando logo após o golpe militar que proclamou a República, Saraiva, que na época era delegado de polícia em Santa Vitória do Palmar, foi procurado em sua estância por uma comitiva de integrantes do Partido Republicano Rio-Grandense (a pedido de Julio de Castilhos) para se filiar e liderar o partido na região Sul do estado.

Dono de um ácido senso de humor e da soberba típica dos caudilhos platinos da época, Gumersindo rechaçou no ato a oferta e ainda justificou por “não confiar em nenhum dos emissários, nem no líder deles. Todos tinham um gosto exagerado pelo poder e pela riqueza a qualquer custo”. Enfim, praticamente foram jocosamente expulsos da famosa Estância do Curral dos Arroios.

Não deu outra. Quando os conservadores e republicanos tomaram o governo do estado, Gumersindo foi rapidamente substituído do cargo de delegado e, em seguida, falsamente acusado de dois assassinatos e, obviamente, preso.

O promotor do caso e toda imprensa castilhista acusavam o caudilho, com todo estardalhaço possível, da morte de um pobre velho e de uma criança indefesa, conforme restos mortais encontrados na propriedade de Gumersindo, em Santa Vitória do Palmar.

Na verdade, o velho era um negro agregado que trabalhara a vida toda na estância dos Saraivas e foi sepultado junto à sede como sinal de respeito e amizade da família. A criança era um filho natimorto do casal, enterrado sem registros (conforme costume da época) também próximo da casa dos Saraivas.

Já na primeira visita ao prisioneiro, Dona Amália lhe propõe chamar a parentada uruguaia, devidamente armada, para resolver logo a questão. Tranquilo, Gumersindo proíbe a mulher de acionar seus irmãos para resgatá-lo, alegando não promover derramamento de sangue e a certeza absoluta de ser absolvido.

Resignada, a mulher passa a visitar o marido na cadeia civil de Santa Vitória do Palmar e constata, dia após dia, a amarga situação do marido: preso em um cubículo, dormindo em uma tarimba, passando frio, comida de péssima qualidade e sofrendo constantes ameaças de morte da guarda.

A gota d’água de sua irresignação foi a informação que uma conspiração estava sendo montada com objetivo de matar Saraiva envenenado ainda na cadeia pelos mesmos republicanos locais que o visitaram. Queriam vingança.

Inconformada com a injustiça ao marido e ainda temerosa por sua vida, Dona Amália resolve agir, mesmo sozinha e por sua própria conta.

Por indicação de amigos, contrata os serviços de um marceneiro alemão recém-chegado da Europa, Manoel Gottloch Auch, que, através de um molde feito com miolo de pão, constrói uma chave de madeira para abrir a cela onde o marido estava encarcerado.

Alguns dias depois, na calada da noite do dia 12 de outubro de 1890, Dona Amália já com o conhecimento que os dois guardas eram tradicionais “borrachos”, leva mate novo e um prato de comida para Gumersindo, e, em um agrado aos guardas, duas garrafas de aguardente misturada com pólvora e um conhecido fungo campeiro que potencializava o efeito da bebida.

Feito. Os soldados não só se embriagaram como caíram na lábia da esposa de Saraiva, colaborando com a fuga junto com alguns peões que os esperavam por perto com cavalhada descansada. O Uruguai foi o destino de todos.

Mas não por muito tempo. Gumersindo logo retorna ao Brasil, junto com seu irmão, Aparício Saraiva, na frente de sua famosa tropa de oriundos da Maragateria (que dera origem ao apelido jocoso dos legalistas) e, contra vontade de toda sua família, se apresenta ao Tribunal do Júri no dia marcado para ser realizado o seu julgamento. Foi absolvido por unanimidade por seus conterrâneos.

Foi a primeira derrota que o, até então, coronel Gumersindo Saraiva, impôs ao governo positivista de Julio de Castilhos e o início da lenda do mais famoso general maragato.

Outra história de protagonismo feminino na revolução de 93, com atitudes de muita personalidade e coragem, é da viúva missioneira, Apolinária Cardoso de Souza.

A sua história começa, no dia 10 de agosto de 1894, logo após os dois tiros que atingiram mortalmente o general Gumersindo, nos campos do Carovi, na região das Missões do Rio Grande do Sul.

Sentindo a gravidade do ferimento, o líder rebelde reúne seus oficiais e emite sua última ordem, já deitado em um carroção improvisado.

– “Que organizem ya la marcha. Torquato a la retaguardia, y que Aparício tenga mucho cuidado com el franco izquierdo”.

E, logo depois, entre os chapadões da Fazenda Santiago (hoje Município de Bossoroca), morre.

Pouco antes, com a iminente morte do seu comandante máximo, o estado-maior federalista havia desistido da batalha que se preparava para o dia seguinte, quando também decidiram separar em três grupos o Exército Libertador.

Aparício, e uma coluna de 800 homens, faria uma longa volta e invadiria Cruz Alta para atrair de volta ao Planalto Médio boa parte da tropa legalista, dando mais chances para o grosso da tropa maragata alcançar o exílio pelo Passo de Garuchos, na fronteira argentina.

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Uma figueira nasceu, cresceu e abrigou a tumba onde o general maragato foi sepultado por duas vezes no Cemitério dos Capuchinhos de Santo Antonio, em Itacurubi (foto Divulgação)

O objetivo também era permitir que um terceiro e pequeno grupo de revolucionários federalistas, com muita discrição, se separasse da tropa e colocasse a salvo o corpo do general, não deixando o seu cadáver se tornar um troféu de guerra para seus inimigos.

E assim foi feito. Gumersindo foi levado ainda vivo em uma maca do Carovi até os chapadões da Fazenda Santiago, onde falece. Daí, este terceiro grupo toma a direção do Rio Icamacuam, que é arriscadamente ultrapassado em uma tremenda cheia pelo Passo do Inferno, chegando ao Rincão do Itacurubi, na manhã do dia 11 de agosto.

Lá chegando, sepultam com todas as honras o corpo do general maragato no Cemitério dos Capuchinhos de Santo Antônio. Deixaram junto, para um possível reconhecimento posterior, a espada de Saraiva e o seu tradicional poncho crioulo.

Vinte e quatro horas depois, seu corpo foi retirado da sepultura pela vanguarda legalista, teve cortadas suas orelhas e barba e foi colocado nu na beira da estrada para soldadesca temerosa tivesse consciência absoluta de sua morte. Alguns chutavam o seu corpo para terem certeza de que não estava vivo.

Suas orelhas ficaram como troféu de guerra do general Rodrigues e sua espada com o então coronel Firmino de Paula.

Antes de saírem novamente em perseguição ao general Dornelles e a Prestes Guimarães que buscavam a fronteira com sua gente, o comando legalista foi até a sede da Estância Velha, localizada a pouco mais de 500 metros do cemitério, e com ameaças e palavras de baixo calão ordenaram que sua proprietária, Dona Apolinária Cardoso de Souza, fosse a responsável por manter o corpo de Gumersindo exposto na beira da estrada até sua total decomposição. Caso contrário, voltariam para responsabilizá-la e puni-la.

Viúva e vivendo apenas com duas crianças, uma sobrinha ainda adolescente e apenas um serviçal, Dona Apolinária não teve medo das ameaças e também não acatou a ordem dos castilhistas. Em um gesto cristão, como depois justificou sua atitude, sepultou novamente o corpo de Saraiva.

Dois dias depois, quando chega o grosso da Divisão do Norte, Dona Apolinária foi novamente ameaçada de tortura e morte para revelar onde estava o cadáver e levada aos empurrões até o campo-santo para identificar a tumba exata onde estavam os restos mortais do maragato.

Logo, cortam a cabeça do general e a enviam ao governador do Estado, com novas ordens expressas para Dona Apolinária deixar os restos mortais do general apodrecendo na beira da estrada e novas ameaças, desta vez, mortais.

Mais uma vez Apolinária desobedece às ordens dos legalistas, protege o corpo dos animais com arbustos e galhos de espinhos e, alguns dias depois, recolhe o que sobrou do cadáver, já também sem um braço e uma perna. Só que desta vez, o sepulta em uma árvore oca de um capão distante mil metros da sede da Estância Velha e passa a perguntar, disfarçadamente, dos restos mortais do general revolucionário para vizinhos e conhecidos para não sofrer as represálias castilhistas.

Passados três anos, em 1897, a pedido expresso de Aparício Saraiva e com o consentimento de Julio de Castilhos, uma comitiva uruguaia veio resgatar o que sobrou do corpo de Gumersindo nas Missões. Apolinária, acompanhada de um filho e um sobrinho, o entrega para os orientais e o general é sepultado pela quarta vez em Santa Clara del Olimar, Uruguai.

Um quinto sepultamento de Saraiva aconteceu em 1951, quando seus ossos foram transferidos pelos filhos para Santa Vitória do Palmar, onde até os dias de hoje descansa o mais famoso general maragato, junto com a esposa, Dona Amália Corrêa Saraiva.

Segundo o major Ramiro de Oliveira, ainda no ano de 1894 e depois de vários copos de bebidas espirituosas em uma taberna de Santa Maria, onde vivia e trabalhava, a cabeça do mais temido general maragato foi jogada no Rio Guaíba a cerca de 20 metros do cais de Porto Alegre, quando ele fazia a viagem de retorno a Boca do Monte, logo após Castilhos recusa-la como troféu de guerra.

Histórias de mulheres de fibra. Histórias de mulheres gaúchas e maragatas. História do Rio Grande do Sul.

Clique AQUI e conheça um pouco da interpretação de Apolinária Cardoso de Souza feita pela atriz santa-mariense, Vera Mesquita, no curta-metragem “Gumersindo Saraiva – A Última Batalha”.

Devido a pandemia e com respeito aos mais de 60 mil mortos pelo Covid-19 no Brasil, a obra deve estrear somente em março de 2021,quando se espera ter toda a segurança sanitária necessária (e também vacina e medicamento) para os espectadores frequentarem uma sala de cinema.

Bibliografia:

– Gumersindo Saraiva – O Guerrilheiro Pampeano, de Sejanes Dornelles, Editora da Universidade de Caxias do Sul, 1988.

– Marcha da Divisão do Norte, de Albino José Ferreira Coutinho, Editora e Distribuidora Gaúcha, 2011

– A Revolução Federalista (1893-1895): Guerra Civil no Brasil, de Gunter Axt, 2018

– Narrativas Militares – A Revolução no Rio Grande do Sul, de José Carvalho Lima, Edigal, 2009

(*) RICARDO RITZEL é jornalista e cineasta. Apaixonado pela história gaúcha é roteirista e diretor do curta-metragem “Gumersindo Saraiva – A última Batalha”. Também é diretor de duas outras obras audiovisuais históricas: “5665 – Destino Phillipson”, e “Bozzano – Tempos de Guerrra”. Ricardo Ritzel escreve neste site aos sábados.



1 comentário

  1. O Brando

    Fato que passa batido, em todos os conflitos existe uma parcela importante da população que não se envolve. Simplesmente continua tocando a vida da melhor maneira possível.
    Segundo, naquela época também havia prostituição, logo mulheres seguindo colunas militares não é absurdo.
    Terceiro, positivismo não era unanimidade, vide Assis Brasil, cunhado de Castilhos.
    Quarto, obras audiovisuais tem viés feminista, propaganda básica de praxe.
    No mais, bom como de costume.

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