COLUNA. José Mauro Batista, herdeiros políticos que querem ser prefeito e reflexões políticas da pandemia

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Marcelo Bisogno e Evandro de Barros Behr, dois herdeiros pré-candidatos a prefeito. Mas não são os únicos com descendência política

Herdeiros políticos – e a seleção “natural” e reflexões pandêmicas

Por JOSÉ MAURO BATISTA (*)

Há uma categoria de político muito presente em processos eleitorais: o herdeiro político. São candidatos que têm parentesco direto com um político importante de sua cidade ou região. Muitos deles herdam o legado eleitoral (tento evitar a palavra espólio, cuja origem vem de espoliação de guerra) de pais, avôs, tios, e acabam se elegendo. E, assim, passando adiante “os genes” políticos da família. Um exemplo? Nelson Marchezan Jr (PSDB).

É um processo interessante na política e que pode mensurar a capacidade política de o portador do legado transmitir (ou transferir) seus “genes”. Mais do que isso, também testa a capacidade que o herdeiro político tem de receber “esses genes” e transformá-los em votos.

Pelo menos três nomes me vêm à cabeça no cenário político de Santa Maria, neste momento: Evandro de Barros Behr (Cidadania), filho do ex-prefeito Evandro Behr; James Souza Pizarro (PDT), filho do ex-vereador James Pizarro; e Daniele Farret (Progressistas), filha do ex-prefeito e ex-deputado José Haidar Farret. Acrescente-se aí Marcelo Bisogno (PDT), filho do ex-vereador e radialista Vicente Paulo. Diferentemente dos demais, Marcelo (assim como Marchezan Jr) já testou sua herança nas urnas (foi vereador), mas não há como negar que o nome do pai sempre será lembrado na hora em que ele for pedir voto.

Pode haver outros, porém esses são os mais expressivos dessa categoria, no momento. Todos já concorreram e, de alguma forma ou outra, se apresentaram como herdeiros políticos. Nem se sabe se irão concorrer no pleito deste ano, mas o certo é que aqueles que o fizerem estarão tentando colocar essa herança política à prova.

REFLEXÕES PANDÊMICAS

* Em tempos de máscaras, muitos estão mostrando a verdadeira face.

* Em época de distanciamento, o tão mal falado celular, que antes nos distanciava uns dos outros, nunca foi tão útil para nos tornar mais próximos.

* A tecnologia nunca foi tão útil e necessária para reunir as pessoas nos últimos tempos. E, também, para afastar algumas de uma vez por todas.

* Vírus não têm ideologia nem preferências políticas, mas são totalitários. O novo coronavírus cerceou o direito de ir e vir, impondo toque de recolher a milhões.

* O vírus teria um lado democrático: não escolhe pobre ou rico. Então o que explica os mais pobres estarem morrendo mais?

* Se o vírus não é racista e não distingue negros e brancos, por que está infectando e matando mais as pessoas negras?

* Ao mesmo tempo em que separa as pessoas fisicamente, o corona também é capaz de reatar relações antigas e reforçar afetos. Ou destruir laços para sempre.

* Flexibilizar ou não? Eis a questão

* Penso que o mundo poderá sair melhor da pandemia. Como, também, poderá sair igual. Ou pior.

* A direita radical é pessimista e crê que o comunismo ronda o mundo e a propriedade privada. Já a esquerda radical é otimista e acredita que o vírus veio para sepultar o capitalismo e acabar com as desigualdades.

“Seleção Natural”

A teoria da evolução ou da seleção natural, de Charles Darwin, costuma fazer vítimas em anos eleitorais. O tal processo de seleção natural é, nesse caso, acionado pelo eleitor, que, por questões diversas, costuma extinguir aqueles que não corresponderam às suas (dele, eleitor) expectativas.

Pela seleção natural biológica, tal como diz essa teoria, sobrevivem os mais aptos, mais hábeis. Não necessariamente os mais fortes, como muitos acreditam (se assim fosse, os dinossauros teriam sobrevivido).

Na política, porém, a permanência de determinadas espécies depende, também, do “nível evolutivo” do eleitor, que, muitas vezes, acaba dando sobrevida ou vida nova a alguns representantes de determinados perfis.

Oxalá, o eleitor evolua para, no pleito que se avizinha, selecionar os melhores para representá-lo: os mais honestos, mais competentes, mais solidários e, sobretudo, os mais democráticos. E que estes sejam selecionados “naturalmente” pelos partidos políticos.

 (*) José Mauro Batista é jornalista. Até recentemente, editor de Região do Diário de Santa Maria. Antes foi repórter e editor do jornal A Razão. Escreve no site semanalmente, aos domingos.

Observação do Editor: A imagem que ilustra esta coluna é uma montagem sobre fotos de Reprodução/Facebook.



1 comentário

  1. O Brando

    Segundo a BBC (Horizon), mesmo expurgando os fatores econômicos, os afrodescendentes são mais suscetíveis. Há uma correlação importante com a deficiência de vitamina D (algo a ver com reparação de tecidos). Esta é produzida pelos raios UVB interagindo com o colesterol na pele (melanina aumentada teria efeito). Os ditos cujos aparecem mais no horário que os médicos aconselham evitar pelo perigo de câncer. Solução? Comprimidos que tem um dos quatro tipos de vitamina D.
    Resumo: não sabem. E jornalista não é para mato.

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