Eleições 2020Política

ARTIGO. Giuseppe Riesgo, o pleito de novembro e o rigoroso critério que deve nortear a decisão do eleitor

A democracia e os seus riscos

Por GIUSEPPE RIESGO (*)

O período de campanha para as eleições municipais começou. De agora até o fim de novembro (se tivermos segundo turno) o eleitor terá uma miríade de candidaturas a vereador e a prefeito a sua disposição. Projetos de diferentes matizes ideológicos, ou mesmo aqueles que não possuem consistência alguma, certamente aparecerão em nossas televisões, caixas de correios ou mesmo em uma simples caminhada no parque com nossas famílias. A democracia estará exposta ao escrutínio do eleitor e isso é muito importante.

Discorro, porque dada a juventude de nossa democracia percebo ainda uma certa imaturidade no debate público e na construção de propostas que, de fato, atendam aos interesses da população –, servindo-a até os limites do Estado e de sua atuação em nossas vidas. Por isso, é importante sempre ressaltar o que um político pode ou não fazer por nós. O quanto ele está disposto a manter-se responsável com o dinheiro dos nossos impostos e na prestação dos serviços mais básicos à população (segurança, saúde e educação).

Em especial, no município, o cuidado com a cidade também é relevante nessa decisão. A manutenção das ruas, das praças e da iluminação pública também são partes fundamentais de uma boa gestão do prefeito e de uma boa fiscalização dos vereadores da nossa cidade. Assim, os serviços governamentais devem se prestar a servir ao cidadão e nunca o contrário. Por outro lado, o do eleitor, é preciso rigoroso critério na escolha daqueles que lhe representarão. O professor de economia e filosofia política, Thomas Sowell, costumava afirmar que o fato de elegermos tantos políticos mentirosos também era um reflexo das vontades do eleitor, afinal, aqueles que desejam o impossível só podem ser atendidos por mentiras proferidas por políticos despudorados (e mentirosos).

Eu sinceramente não julgo o eleitor brasileiro. Temos uma gente sofrida e trabalhadora que, infelizmente, é mal tratada pela nossa classe política há décadas. Pessoas que se acostumaram a enxergar no Estado a solução para todos os seus problemas, sem perceber que eram esses mesmos políticos que quebravam suas pernas para depois lhes entregar muletas. Por isso também entrei na política. Para evidenciar que é o indivíduo que detém o poder na democracia. Que ele é único gerador de riqueza e que a dependência do Estado não passa de servidão voluntária junto a estes mesmos políticos que, por não produzirem nada, só sabem enganar.

Em pouco mais de um mês elegeremos nossos prefeitos e vereadores para os próximos quatro anos. As promessas e as soluções impossíveis certamente aparecerão. Mas nesse debate também teremos pessoas compromissadas com o interesse público e responsáveis com o dinheiro do pagador de impostos. De minha parte seguirei trabalhando para evidenciar isso e para fortalecer a nossa incipiente democracia. De pouquinho em pouquinho a verdade e a virtude prevalecerão e, assim, libertarão nossa gente da dependência e da subserviência estatal.

(*) Giuseppe Riesgo é deputado estadual e cumpre seu primeiro mandato pelo partido Novo. Ele escreve no Site todas as quintas-feiras.

Observação do editor: a foto (sem autoria determinada) que ilustra este artigo é uma reprodução da internet.

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2 Comentários

  1. Autor não precisa se preocupar, eleitor brasileiro não está preocupado com o julgamento. Assim como a maioria não se preocupa com o julgamento moral diário que os imbecis fazem do comportamento dos outros nos meios de comunicação, redes sociais e demais canais.
    O que se vê é o que sempre houve, embora o resultado possa ser diferente devido a pandemia. Os políticos fazem o que sempre fizeram e a mídia noticia as peripécias dos mesmos. Inclusive o site, uma coluna social politica praticamente.
    Politica é a gestão da polis, os processos pelos quais os problemas da urb são resolvidos. Eleição é tão somente a escolha dos personagens que irão desempenhar temporariamente o papel dos gestores, é uma ferramenta do regime democrático. Ou seja, o foco é a escolha dos ‘representantes’. Teorias bonitas.
    O que fica em segundo plano? Os problemas da cidade e as prioridades de resolução. Não é debatido em lugar nenhum. Tudo é jogado de cima para baixo, ‘democraticamente’. Políticos fazem propostas que vão de ‘smart city’ até pavimentação com recursos que não se sabe se existirão. Prioridades são as que os feudos eleitorais querem ouvir (o estelionato ocorre porque o golpista sabe quem é alvo faciol) , em alguns a numero um é ideologia furada, fruto do atraso. Toda eleição é assim, Tarso, o intelectual, prometeu o piso e não pagou; Leite, o impostor, prometeu facilmente colocar os salários em dia. Próxima eleição vai ter alguém dizendo que irá pagar o piso e colocar os salários em dia com ajuda dos aliens, provavelmente será eleito.

  2. Midia também tem sua parcela de culpa. Vide um ‘fato politico’ da semana, dirigente partidária e mascara. Gente importando brigas ideológicas para influir na eleição é do jogo. Mote é a bandeira vermelha. Só que não tem nada a ver com os problemas da aldeia, semana que vem a bandeira muda. Pandemia alguma hora acaba. Alás, imbecis não cansam nunca. Se ‘deu ruim’ na bandeira tem que ser culpa de alguém. É sempre culpa do adversário politico, de pessoas ‘bobas e feias’ ou criaturas que se comportam de forma que desagrada quem aponta o dedo. Sem no que misteriosamente desaparece ou é abafado. Festa no prédio bem. Chegada da pandemia nas casas de repouso. Alcaide contaminado (não segue as regras?). Governador positivado (não segue as regras?). Ah, sim, e os(as) ‘especialistas’. Em falar m. Se fossemos atrás (e não foi um erro só) estaríamos todos entocados em casa na base do ‘depois a gente vê’.
    Resumo da opera. Fazer sempre a mesma coisa e esperar resultado diferente é insanidade. Futuro da aldeia não vai ser muito diferente do que se ve.

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