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ELEIÇÕES 2020. Psolistas, que não apresentaram candidatura a prefeito, divulgam nota pelo ‘voto nulo’

O PSOL de Santa Maria emitiu Nota acerca das eleições. Além de criticar todos os candidatos a prefeito, com peculiar atenção às siglas mais à esquerda, como PT, PC do B e PDT, decide pregar o “voto nulo” para a Prefeitura. Só defende o voto, mesmo, para seus três candidatos a vereador.

Para saber o pensamento dos psolistas, confira a Nota reproduzida a seguir:

Desde o ano passado, nós do PSOL viemos batalhando para que o nosso partido apresentasse às trabalhadoras e trabalhadores de Santa Maria, uma alternativa combativa e socialista para a prefeitura, compondo uma Frente de Esquerda e Socialista com PCB, PSTU e os movimentos sociais da cidade. Infelizmente, não conseguimos viabilizar uma candidatura própria à Prefeitura Municipal. Apresentamos, porém, três importantes candidaturas para a Câmara de Vereadores, que estarão apresentando o nosso projeto de uma esquerda que não se vende, e que não abre mão de suas bandeiras históricas de defesa dos direitos da classe trabalhadora, das mulheres, negros e negras, LGBTs e da juventude. Algumas pessoas têm nos questionado se, diante disso, nós apoiaremos outra candidatura para a prefeitura, e por isso achamos que é necessário fazer um sincero debate, analisando o atual cenário eleitoral da cidade, quais as opções que se apresentam, e se elas realmente representam uma saída em favor dos de baixo.

A direita de Pozzobom, atual prefeito do PSDB, e Cechin (PP), atual vice que lançou candidatura em separado após brigas internas, algumas delas por disputa por cargos no governo, certamente não merece nenhum voto da classe trabalhadora e deve ser repudiada, assim como as candidaturas menos expressivas da direita, como Jader Maretoli (Republicanos) e Evandro Behr (Cidadania). Mas, muitos lutadores e lutadoras honestos talvez possam se iludir e apoiar as chapas do PT de Luciano Guerra, por um lado, ou a chapa do PDT de Marcelo Bisogno, por outro lado, na tentativa de derrotar Pozzobom. Na nossa avaliação, esses partidos não representam nem ao menos reivindicam uma alternativa para a classe trabalhadora e a juventude diante da grave crise em que vivemos. Sem nem entrar no balanço dos 13 anos de governo federal de Lula e Dilma, PT e PDT, assim como o PCdoB (que compõe a chapa do PDT), governam atualmente estados onde aplicam a mesma política do governo Bolsonaro. No início do ano, aplicaram reformas da previdência nos estados nos mesmos moldes da reforma da previdência de Bolsonaro que foi aprovada no ano passado.

Durante a pandemia, desrespeitando os especialistas da saúde, reabriram a economia dos estados e mandaram os trabalhadores para o coronavírus, contribuindo para a atual cifra de mortes, como no Maranhão de Flávio Dino (PCdoB). Chegaram ao ponto de reprimir protestos antifascistas e antirracistas, como no Ceará de Camilo Santana (PT).

No Congresso Nacional, esses partidos votaram a favor de projetos que retiram direitos dos trabalhadores, como a MP 936, que chegou a ter Orlando Silva (PCdoB) como relator! O PDT chegou a votar a favor do projeto que ficou conhecido como a privatização da água! Durante a pandemia, a vereadora Luci “Tia da Moto”, do PDT de Santa Maria, atacou servidores públicos, dizendo que eram “folgados” e responsáveis pela piora na qualidade dos serviços, se calando sobre o sucateamento que os serviços públicos vêm sofrendo há anos.

Em Santa Maria, Luciano Guerra do PT tem como vice o corrupto Marion Mortari, do PSD, partido fisiológico de direita, que inclusive apoia Bolsonaro. Não é à toa que a candidatura de Guerra não denuncia a extrema direita no governo federal e nem a retirada de direitos, apenas tenta se mostrar um candidato palatável para administrar os negócios da burguesia. O mesmo caminho é seguido pelo PDT de Bisogno, cujo vice, Fabiano Pereira (PSB), havia sido candidato a prefeito em 2016 representando o legado das gestões de Cezar Schirmer (MDB), ex-prefeito de Santa Maria que saiu fugido da cidade após seu mandato ser cassado, e então abrigou-se no governo do então governador do RS na época, José Ivo Sartori.

Mas o papel mais condenável do PT e PCdoB se dá no terreno das lutas. Isso porque dirigem entidades sindicais e estudantis como CUT, CTB, CNTE, UNE e UBES, que poderiam atualmente estar organizando a luta nacional contra a reforma administrativa, contra o ensino remoto, contra a reabertura das escolas, contra a retirada de direitos dos acordos coletivos e contra todos os ataques que o governo Bolsonaro, governadores e prefeitos vêm tentando implantar, aproveitando a situação da pandemia. É necessário exigir que essas direções organizem imediatamente a luta contra a reforma administrativa que pretende desmontar os serviços públicos e precarizar o funcionalismo público.

Dessa forma, o PSOL em Santa Maria não vê possibilidade de apoio a qualquer das candidaturas à prefeitura, dado que suas atuações não condizem com nossa linha política. Os candidatos que concorrem à prefeitura vinculam-se a partidos que governam junto às classes dominantes e retiram direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, o que torna o voto nulo para a prefeitura um indicativo de que seja qual for o resultado da eleição, nossa atuação estará baseada na defesa dos direitos das e dos trabalhadores, na construção cotidiana de uma alternativa política dos que vivem do próprio trabalho para a crise que vivemos.

Chamamos a votar nas candidaturas do PSOL à Câmara de Vereadores, da Alice Carvalho 50777 , do @Vinicius Brasil 50550, e do AfroGuga 50500, todas elas realmente comprometidas com as lutas e com a necessária tarefa de construir uma verdadeira alternativa política para a classe trabalhadora e os setores oprimidos do povo santa-mariense.”

PARA LER A ÍNTEGRA, NO ORIGINAL, CLIQUE AQUI.

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