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COVID-19. Não dura 24 horas portaria do Governo pelo retorno às aulas presenciais nas Universidades

Mesmo antes da revogação, Reitoria da UFSM já anunciava o descumprimento

Reitor Burmann diz que quadro da pandemia não é favorável a decisões intempestivas, como ele qualificou a portaria 1.030 (foto UFSM)

Da Assessoria de Imprensa da Seção Sindical dos Docentes da UFSM / Por Bruna Homrich

Após repercussão extremamente negativa, o governo decidiu dar um passo atrás e revogar a PORTARIA Nº 1.030, publicada no Diário Oficial da União na manhã desta quarta-feira, 2, e que determinava o retorno das aulas presenciais em universidades federais a partir do próximo dia 4 de janeiro. Contudo, o retorno ainda não saiu de pauta: agora, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, em declaração à CNN Brasil, diz que irá abrir uma consulta pública a fim de ouvir as comunidades acadêmicas antes de tomar nova decisão sobre o retorno à presencialidade.

Questionado pela Assessoria de Imprensa da Sedufsm ainda pela manhã, o vice-reitor da UFSM, Luciano Schuch, disse que a instituição não mudará seu entendimento acerca do retorno às aulas. “Acabamos o segundo semestre de 2020 no remoto. Depois o suplementar só se tiver condições de biossegurança – o que hoje é impossível. E o calendário é definido pelo CEPE. Só ele para mudar”, respondeu o gestor.

Em declaração postada na página de Facebook do Gabinete do Reitor/UFSM, o reitor Paulo Burmann vai na mesma linha, classificando a atitude do governo como “intempestiva”.

“Sobre a portaria nº 1.030, de 01/12/2020, vamos avaliar com muita cautela, mas, de imediato, declaro que não colocaremos em risco a vida de nossa comunidade. Continuaremos, ainda assim, com zelo e responsabilidade, cumprindo nosso papel estratégico no ensino, na pesquisa e na extensão, nos termos das resoluções, portarias e normativas próprias. O quadro da pandemia não é nada favorável para esta intempestividade”, declarou Burmann. Cabe lembrar que a UFSM está com atividades acadêmicas e administrativas presenciais suspensas até o dia 31 de dezembro de 2020 e que as unidades e subunidades da instituição têm até 15 de dezembro para enviar contribuições ao Plano de Retorno, ainda sem qualquer data definida.

LEIA TAMBÉM:

ANDES-SN anuncia greve se governo insistir em retorno presencial”, de Bruna Homrich, da Assessoria de Imprensa da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (AQUI)

Na avaliação da diretoria da Sedufsm, o retorno à presencialidade previsto nos termos da portaria é completamente irresponsável, devendo ocorrer apenas após um processo de vacinação massiva da população contra a Covid-19.

Dentre as universidades que se posicionaram contrariamente à portaria está a Universidade de Brasília (UnB), cuja reitoria, em NOTA, argumentou que “não colocará em risco a saúde de sua comunidade” e que “a volta de atividades presenciais, quando assim for possível, será feita mediante a análise das evidências científicas, com preparo e responsabilidade”.

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