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Operação Rodin (35). Passada uma semana, não há mais presos. Mas sobrarão indiciados pela PF

Desde ontem, como você leu aqui ainda durante a noite, não há mais detidos na carceragem da Polícia Federal, em Porto Alegre. Todos os 13 presos na última terça-feira, em Santa Maria, Canoas e na capital, foram libertados. Aos poucos. Os cinco derradeiros, sete dias depois de levados pelos agentes.

No meio do percurso, várias foram as informações liberadas pelas autoridades. E ficou uma certeza: houve, sim, um esquema envolvendo o Detran e a Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia (Fatec), vinculada à UFSM. E também, nos últimos meses, a Fundae (Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e o Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura) – cujo envolvimento ainda está para ser demonstrado.

Também há outras convicções: foi paga propina e o Estado foi lesado em algo parecido com R$ 40 milhões. E o número de pessoas que participaram é indefinido, mas certamente maior do que os 13 detidos. Quem e quantos? É o que ainda falta determinar, pelo menos para a opinião pública.

E agora? Agora, no seguimento da investigação, a Polícia Federal deverá indiciar os que considerar que tenham cometido crimes, e os encaminhará ao Ministério Público Federal. Que é quem vai denunciar, ou não, os nomes citados pelos policiais. Assim é o rito. Assim é que será. Com amplo direito a defesa, agora e depois, no Judiciário.

            Santa Maria, com absoluta certeza, vai se chocar mais uma vez. Talvez até mesmo com o pedido de algumas prisões preventivas. Tudo isso a conferir. Entre hoje e os próximos dias, provavelmente.

 

EM TEMPO: para saber mais sobre os últimos presos liberados e as ações de ontem, da Polícia Federal, em Santa Maria, na residência e na empresa do ex-reitor da UFSM, Paulo Sarkis, clique aqui.

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