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Contra-ataque. Aliança pró-Schirmer traz Márcio Fortes para tentar neutralizar efeitos do PAC

Ninguém duvida, e escrevi isso há mais de um ano, que o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) é um dos grandes trunfos da aliança “Santa Maria não pode parar”, liderada pelo petista Paulo Pimenta. O trocão de mais de R$ 142 milhões para obras de saneamento e habitação e tudo o que vem junto, como obras viárias, está mudando a cara da cidade, especialmente da periferia – de onde deve surgir, é o que se imagina, a maior quantidade de votos para a aliança governista.

 

Se o PAC dará a vitória a Pimenta ninguém sabe, nem mesmo o próprio. Mas desconsiderar o Plano como um grande elemento para convencer a população seria uma estupidez. E é, claro, uma das dores de cabeça do grupo oposicionista. Que precisa, obviamente, encontrar um jeito de neutralizar esse elemento, sem se colocar contra ele – o que seria um risco absoluto de entrar em fria, com o perdão da linguagem popular.

 

Como fazer, então? Aparentemente, a aliança “Juntos por uma Santa Maria melhor”, liderada por Cezar Schirmer, encontrou uma forma. Se vai dar certo são outros quinhentos. Mas, ao menos, não fica ao sabor do vento. Afinal, os recursos do PAC, ainda que sejam da vontade absoluta de um petista, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e gerenciados por outro grande nome do PT, a ministra-futura-candidata-a-presidente Dilma Rousseff, são oriundos, formalmente, do ministério das Cidades.

 

Daí porque você tem visto nos programas de TV e escutado nos de rádio, o titular do cargo, Márcio Fortes (na foto de Roosewelt Pinheiro, da Agência Brasil). Que, repita-se, segue as instruções de Lula e Dilma, mas também assina – subsidiariamente – os cheques com o trocão. E Fortes é do PP. E é do Partido Progressista o vice de Schirmer, o ex-prefeito José Farret. Daí porque o ministro está na propaganda eletrônica. Inclusive porque Lula – pelas mesmas razões que Luiz Celso Giacomini, no lado oposto – não pode estar.

 

Não se sabe se é fator suficiente para contrabalançar os nomes de Lula e Dilma. Aliás, se sabe: não é. Mas, ao menos, a aliança oposicionista pode se utilizar dele para tentar, se não neutralizar os efeitos, ao menos minorá-los. É, mais que correto, legítimo.

 

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