Poesias

A escuridão – por Letícia Maciel de Araújo

A escuridão é um fluído, uma consistência que
Dorme nos aposentos fechados.
É um vazio que se traga
Algo que oprime
Uma pálpebra fechada ao redor das mãos.
É o que tapa, e sob a terra, o caminho roto.
É o não mais. E o interior da carne, e o lado de
Dentro das coisas, a firmeza da sombra
definitivamente.
É um ar e todos os terrores.
É o sólido quando nada é transparente, o lugar
Onde as horas nunca se constroem.

À escuridão se toca com os dedos e se ouve como se
Ouvem os limites e se vê como se veem os silêncios. Cheira
Como cheiram os presságios
E tem gosto de morte

A poesia
A escuridão, de Letícia Maciel de Araújo, de Palmas/TO, conquistou o 1º lugar na categoria Poesia no 30º Concurso Literário Felippe de Oliveira, em 2006. A publicação foi autorizada pela Secretaria Municipal de Cultura de Santa Maria. Crédito da imagem que abre a página: Lucija Rasonja / Pixabay.

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