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EDUCAÇÃO. Sindicato docente repudia declaração do ministro, de que ‘Universidade seria para poucos’

Milton Ribeiro desconhece a realidade brasileira, fala a presidente da Sedufsm

Laura, Presidente da Sedufsm: declarações “expressam mais que mero despreparo para o cargo que ocupa (foto Arquivo Pessoal)

Por Fritz R. Nunes (com informações do Andes/SN) / Da Assessoria de Imprensa da Sedufsm

Na última segunda, 9 de agosto, o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, em declaração ao programa “Sem Censura” (da rede estatal/EBC), entre outras declarações afirmou que “universidade, na verdade, ela deveria ser para poucos nesse sentido de ser útil à sociedade.” Esse tipo de afirmação foi recebida com indignação e repúdio pela comunidade universitária do país.

Em nota, o Sindicato Nacional dos Docentes (ANDES-SN) avaliou que a “entrevista desastrosa do ministro, no programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), demonstra o total despreparo de Ribeiro para o cargo que ocupa, seu desconhecimento da universidade pública e aponta, ainda, o visão neoliberal meritocrática que impregna o governo e o MEC. 

Para a presidenta da Sedufsm, professora Laura Regina da Fonseca, as declarações do ministro “expressam mais do que mero despreparo para o cargo que ocupa”. Ela aponta um desconhecimento da realidade brasileira e suas demandas por educação superior por parte de Milton Ribeiro. “As declarações manifestadas têm cunho ideológico classista, enraizadas no ideário da divisão sociotécnica do trabalho que reproduz elites e desigualdades educacionais”, diz Laura.

A dirigente complementa: “Essa ideologia, bastante promovida no contexto das primeiras quatro décadas do século XX, justifica um tipo de saber acadêmico para alguns, consequentemente os mais bem remunerados e articuladores da ideologia das elites, e um tipo de formação tecnicista e dependente dos ‘melhores’ e dos processos da produção capitalista”.

Além da postura elitista sobre quem deve ter acesso ao ensino superior público, o responsável pelo MEC afirmou também que “Respeitosamente, vejo que alguns deles optaram por visão de um mundo à esquerda, socialistas…”, em referência às reitoras e aos reitores das universidades públicas. Na avaliação do Sindicato Nacional, “essa afirmação mentirosa e enviesada mostra que o ministro pouco conhece das universidades públicas no Brasil e traz uma grande carga de preconceito com relação a essas instituições”.

Diz o texto do ANDES-SN que “o conhecimento produzido nas universidades, institutos e CEFETs sempre foi, e será importante para a nossa sociedade, exemplo disso é o que foi feito durante toda a pandemia que estamos vivendo, com pesquisas em vacinas, testes e medicações, além de atendimento direto à população nos diversos Hospitais Universitários”.

Conforme a diretoria do Sindicato Nacional, essa postura, além de preconceituosa, serve para tentar desqualificar essas instituições e criar uma cortina de fumaça, enquanto o governo de Jair Bolsonaro continua imponto a agenda de desmontes do…”

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Um Comentário

  1. ‘têm cunho ideológico classista’. ‘reproduz elites e desigualdades educacionais’. ‘processos da produção capitalista’.
    Ministro pode não ter preparo para o cargo que ocupa, mas observando as IFES nota-se que não está sozinho. Problema é que ele é um só e também ocupa o cargo transitoriamente. Visões à esquerda e socialistas não merecem respeito nenhum. Motivo simples, gostam de se autodeclarar ‘progressistas’ e em todo lugar onde conseguem o poder só provocam retrocesso e desperdicio de recursos. Não dá para defender ficar acendendo fogo esfregando um graveto no outro ou caçando gato na rua para poder comer.
    OCDE tem estatistica sobre o assunto. Brasil tem 16% da população entre 25 e 34 anos com grau de 4 anos ou mais. França tem 28%. Reino Unido 42%. Americanos 36%. Alemanha 28%. Diria que na medida do possivel o Brasil teria que dobrar o numero. Não sai de graça, os recursos não são ilimitados e outras necessidades também precisam de dinheiro.

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