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Palácio Piratini. Demitidos três secretários em quatro meses. Quando virá a próxima crise?

Reproduzo, com as devidas correções a acréscimos, nota que  publiquei originalmente na madrugada deste domingo. Confira:

 

 

Estou escrevendo essa nota sem ler muito. Só de ouvido. Por isso, talvez sejam três (e não dois) os secretários demitidos neste quatro meses de governo da tucana Yeda Crusius. O terceiro, se houver, que me perdoe. Em todo caso, lembro dos mais recentes, Enio Bacci (Segurança) e Vera Calegaro (Meio Ambiente) – que, ao que tudo indica, será mesmo substituída, nesta segunda-feira, pelo Promotor de Justiça Carlos Otaviano Moraes.

 

Ah, lembrei do terceiro. Esse não foi exatamente demitido, por isso a dúvida. Trata-se de Paulo Azeredo, da pasta das Obras. Este foi defenestrado pelo PDT, quando afastou-se da administração, após Bacci ter sido mandado embora pela governadora. Questão de brilho, como se disse… e escreveu. Ou ciúmes. Ou insubordinação. Ou… sabe-se lá.

 

Em todo caso, é irrelevante, para o raciocínio. O fato é que, a razão de um nome a cada 40 dias, troca-se alguém importante no Governo do Estado. Se isso não é instabilidade, há que se mudar o significado da palavra. E os dicionaristas ganham trabalho adicional.

 

Afinal, no mínimo há erro de escalação. Ou, para usar o futebol como escora para a opinião, seria a mesma coisa que um treinador mudar dois ou três jogadores ainda no primeiro tempo de uma partida. Viu-se isso faz duas semanas, no jogo Caxias x Grêmio. O técnico caxiense trocou dois atletas antes dos 30 minutos – e mais tarde confessou ter errado na escolha dos atletas.

 

Final da história: o Grêmio fez 4 a 0, numa vitória considerada épica. E foi. Mas que o treinador adversário ajudou, não tenho dúvida. Ah, Edson Gaúcho é o nome do cara. Que foi demitido, claro. Já Yeda tem bem mais que o segundo tempo. E não corre risco de demissão – por mais que o Paulo Feijó queira.

 

EM TEMPO. Nessa nota-comentário omiti o fato, também inédito, ao que sei, de dois secretários terem se demitido antes ainda de assumir. Isto é, antes mesmo de o jogo começar. No caso, Jerônimo Goergen, do PP, que recusou a Agricultura, e Marquinho Lang (DEM) – que nem lembro mais qual era o cargo, também se mandou antes do camponato.

 

EM TEMPO (2). Apenas para justificar o título desta nota, uma perguntinha: quem será o próximo?

 

EM TEMPO (3). Para que não fique sem registro; afinal falei de futebol. O Grêmio, que venceu o Caxias e demitiu o técnico adversário, é o bicampeão gaúcho desde o final da tarde deste domingo, após ter goleado o Juventude por 4 x 1.

 

SUGESTÃO DE LEITURAleia aqui a reportagem “Uma demissão de efeito retardado”, publicada na edição deste domingo, do jornal Zero Hora.

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