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CÂMARA. Reunião pública expõe descontentamento de grupos que são contra o “Passaporte Sanitário”

Medida passou a valer, em todo o Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira, 18

Público acompanhou a reunião que ocorreu no fim da tarde desta segunda, no Legislativo de SM (Foto Karohelen Dias/Câmara)

Por Maiquel Rosauro

Parte da sociedade santa-mariense demonstrou todo o seu descontentamento com o Passaporte Sanitário, em reunião pública sobre o tema nesta segunda-feira (18), na Câmara de Vereadores. O encontro foi promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Lazer, a pedido da vereadora Roberta Pereira Leitão (PP).

O encontro foi aberto pelo coordenador nacional do Movimento Legislação e Vida, Hermes Rodrigues Nery, que participou de forma virtual. Ele disse que a iniciativa promove uma “ditadura sanitária”.

“O que se trata não é controle da doença, isso é pretexto, mas o controle das pessoas. Os Passaportes Sanitários são o primeiro passo para um controle total de tudo e de todos”, afirmou Nery.

O público lotou as galerias da Casa e aplaudiu todos os discursos, unânimes, contra o Passaporte Sanitário.

Uma das manifestações foi a do médico traumatologista e ortopedista Anibal Rolim. Ele defendeu que as pessoas que já contraíram a doença estão imunes ao vírus.

“Mais de 20 milhões de brasileiros já tiveram a covid-19. Estas pessoas estão imunes. Não existe vacina melhor do que a doença. A doença tem o risco, tanto é que acompanho pessoas que foram vacinadas de duas doses, fizeram o exame de imunidade e não estão imunes. E acompanho pessoas que tiveram a covid e estão 100% imunes”, disse o médico.

Entretanto, este não é o mesmo entendimento da Organização Mundial de Saúde (OMS). A recomendação, atualizada em 7 de outubro, diz que mesmo quem já teve covid-19 deve ser vacinar quando a dose for oferecida (AQUI). A proteção ganha por ter contraído a doença varia de pessoa para pessoa e não se sabe quanto tempo dura a imunidade natural.

“Getting vaccinated even if you have had COVID-19 means you are more likely to be protected for longer”, diz a OMS. Em tradução livre: “Ser vacinado mesmo após contrair a covid-19 significa que você terá maior probabilidade de ficar protegido por mais tempo”.

Além da vereadora Roberta Pereira Leitão, a reunião pública também foi acompanhada pelo presidente da Casa, João Ricardo Vargas (PP), e pelos parlamentares Tubias Calil (MDB), Rudinei Rodrigues – Rudys (MDB), Pablo Pacheco e Manoel Badke – Maneco (DEM), presidente da Comissão de Educação, responsável por presidir o encontro.

Passaporte

Desde esta segunda (18), a apresentação do comprovante de vacinação contra a covid-19 é obrigatória, no Rio Grande do Sul, em atividades de alto risco de contágio de coronavírus, como competições esportivas e festas.

As normas estão vigentes tanto para profissionais que trabalham nos locais quanto para o público em geral. Confira mais detalhes (AQUI).

Contrários

Antes da reunião pública iniciar, os vereadores Marina Callegaro (PT), Ricardo Blattes (PT), Valdir Oliveira (PT), Luci Duartes – Tia da Moto (PDT) e Werner Rempel (PCdoB) encaminharam um ofício ao presidente da Casa, João Ricardo Vargas, solicitando o cancelamento do caráter institucional do encontro.

“A presente solicitação se dá em razão de que o referido evento está divulgado nos canais oficiais, sem que houvesse a deliberação por votação em reunião ordinária da Comissão de Educação, que é requerente do pedido de cobertura e de divulgação na imprensa oficial da casa e na TV Câmara. Entende-se que não é de responsabilidade da Comissão de Educação requerer esse pedido, uma vez que, essa função seria da Comissão de Saúde e Meio Ambiente”, diz trecho do ofício.

O reclame, contudo, não surtiu efeito. O evento recebeu toda a pompa oficial da Casa, sendo inclusive transmitido ao vivo pela TV Câmara em canal aberto e nas redes sociais.

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3 Comentários

  1. Perigo com a medida não é evidente. Porém em vários paises já aparece um sistema de ‘score de cidadania’, algo parecido com uma ‘classificação de credito’ utilizada pelos bancos porém destinado ao tratamento que as criaturas recebem do Estado. China, óbvio, já experimentou. Venezuela utiliza. Russia tem algo parecido. Alemanha e EUA já apresentam indicios de caminhar para o ‘sistema de crédito social’. Resumo da ópera: debate politico no pais está abaixo do fiofó do cachorro; já no Casarão está no nivel habitual, nenhuma novidade.

  2. De fato, algumas pessoas precisam de controle psiquiatrico. Exemplo? Revista Science 26 de agosto de 2021. Estudo israelense mostra que os previamente infectados apresentam imunidade maior a variante Delta do que os ‘virgens’ que tomaram duas doses da Pfiser. Variante Delta é a indiana, muita noticia que circula por ai é furada porque as estatisticas primeiras sairam de lá e não são confiaveis. Obvio que a vacina é o mais recomendado porque não há como saber quais os efeitos da doença em cada individuo. Questão é se o comprovante de vacina, que não é um passaporte especifico, poderia ser substituido pelo teste comprovando os anticorpos (sim, existe a polemica se o infectado e o vacinado espalham o virus da mesma forma, não existe nada pacificado). Bueno, cada teste sai mais de 100 pila, o que leva novamente ao grupo especifico atingido pela medida. Além disto tudo a medida esta sendo implementada para ingles ver, sem fiscalização ou imprensa por perto tudo rola. Resumo, trata-se de uma falsa polemica, sai do nada e vai para lugar nenhum.

  3. Tem algumas pessoas que precisam é de controle psiquiátrico. Um médico dizer que é a melhor forma de imunidade é a doença…é outro que devia ser indiciado pela CPI e pelo MP. Alias, e aquela açao do MP contra a lei do kit covid…a quantas anda?

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