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FUTURO? Comércio avança cada vez mais numa nova forma de vender. Cresce o marketing digital

A grande “explosão” aconteceu no ano passado em meio à pandemia do Covid

“Quem está fora do digital, está fora do mercado” afirma o empresário e designer Thiago Lacerda, 27 anos (foto Pixabay)

Por Alam Carrion / Especial para o Site (*)

O comércio talvez seja uma das mais antigas práticas da sociedade. Ao passar dos séculos as formas de oferecer um produto foram mudando, novas tecnologias foram sendo inventadas, novos produtos etc. O século XXI é marcado pelo advento das redes sociais, estas são verdadeiras vitrines “a céu aberto”- ou a smartphones abertos, eu uma tentativa de atualizar a expressão. Sendo as redes sociais verdadeiras vitrines, nasce a disputa pelo espaço e pela atenção para que então isso se converta em vendas.

Este fenômeno ganhou o nome de marketing digital, uma forma dinâmica de conquistar o público e traçar estratégias para que estes se tornem consumidores ou clientes. O mercado do maketing digital é extenso. Há desde grandes lojas até a pequenos comerciantes. Médicos, psicoterapeutas, coaches, enfim, um leque quase infindável de oportunidades. Ícaro de Carvalho é o fundador d’O Novo Mercado, uma escola de marketing digital que atende tanto os iniciantes, quanto experts. A escola conta com mais de 30 mil alunos ativos e mais de duzentas aulas disponibilizadas na plataforma. O empresário tem como uma de suas “máximas” a frase: “não existe concorrência”, pois para ele o digital é o grande mercado atual e há espaço para todos. “Quem está fora do digital, está fora do mercado” afirma o empresário.

Thiago Lacerda, 27 anos, trabalha como designer e entende que o período que mais teve trabalhos foi a partir da expansão do marketing digital. Inúmeros influencers digitais, pequenas e grandes empresas o procuram para trabalhos. “Anos atrás um designer se limitava a trabalhar em empresas de publicidade, hoje posso trabalhar como autônomo atendendo diversos públicos com propostas diferentes” conta Lacerda. Ele conta que o leque de opções vai de  cursos, mentorias online, eventos presenciais a livros e moda intima, todos ofertados após uma longa jornada de convencimento do público, o que os marqueteiros digitais chamam de lançamento.

Os lançamentos geralmente são pensados por um co-produtor, a nova profissão gerada pelo marketing digital. “Meu primeiro trabalho com co-produção foi a preparação para um curso online de catequese, onde organizamos um grande evento de lançamento, foi um verdadeiro desafio que me exigiu muito esforço, mas que pude ver o resultado no final” conta o designer. Além do co-produtor, a profissão de “copywriter” também ganhou vez neste mercado. O “copywriter” é o responsável por criar os textos base de convencimento do público.

Por conta disso o número de microempreendedores individuais (MEI) subiu 46% no primeiro semestre de 2021 passando de 267,1 mil para 390,4 mil. A grande explosão do marketing digital aconteceu em 2020 em meio a pandemia do Covid-19. Muitas pessoas acabaram perdendo seus empregos formais e passaram a trabalhar nesta área. O relatório da Ebit Nielsen em parceria com o Bexs Banco, apoiado em dados da 44ª edição do Webshoppers, aponta que o comércio eletrônico foi recordista de vendas no primeiro semestre de 2021 atingindo R$ 53,4 bilhões em faturamento no Brasil.

(*) Alam Carrion é acadêmico de Jornalismo da Universidade Franciscana e faz seu “estágio supervisionado” no site

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