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SAÚDE. Conscientização e ampliação do acesso a diagnósticos são grandes desafios do Outubro Rosa

Câncer de mama matou 11 santa-marienses no 1º quadrimestre deste anos

“Outubro Rosa”, o mês que se destina a promover ações de conscientização sobre o câncer de mama (foto Getty Images via BBC)

Por Bruna Homrich (com a colaboração de Fritz R. Nunes) / Da Assessoria de Imprensa da Sedufsm

Santa Maria registrou, apenas no primeiro quadrimestre de 2021, 11 óbitos em decorrência do câncer de mama. A informação foi concedida à Assessoria de Imprensa da Sedufsm por Bruna Dedavid da Rocha, servidora pública, enfermeira obstetra e responsável pela Política de Saúde da Mulher na Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria.

“Isso nos preocupa muito e pode até ser um reflexo da pandemia mas também é papel do setor de saúde conscientizar essas mulheres da importância dos exames e de procurar os serviços diante de sinais e sintomas suspeitos”, comenta a profissional.

O mês de outubro, também conhecido como “Outubro Rosa”, destina-se a promover ações de conscientização sobre o câncer de mama, colocando na rua informações a respeito da forma mais eficaz de prevenção: o autocuidado, a auto-observação e o acompanhamento médico periódico.

Segundo notícia publicada no site do Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 2,3 milhões de mulheres no mundo descobriram, em 2020, que haviam desenvolvido o câncer de mama. Entre as brasileiras, esse tumor é responsável por cerca de 24,5% dos registros de câncer.

Bruna pondera que as atividades promovidas no mês de outubro assumem importância fundamental para que as mulheres entendam a necessidade de realizarem exames preventivos tanto do câncer de mama quanto do câncer de colo uterino.

“Também é um momento para que elas se voltem para si mesmas, no sentido de reservar pelo menos uma vez ao ano para cuidar da sua saúde. Sabemos que a rotina atribulada, principalmente das mulheres, dificulta que elas procurem os serviços de saúde para fazer seus exames. É um mês que geralmente as unidades básicas realizam turnos alternativos ou estendidos para que as mulheres possam ter acesso. É uma maneira de ampliar esse acesso para horários que elas possam comparecer nos serviços de saúde”, comenta.

De fato, a celeridade do cotidiano, a sobrecarga de trabalho, as duplas e triplas jornadas e o adoecimento psíquico podem ser elementos potencializadores para o desenvolvimento do câncer. Isso porque, em 2020, 13,1% (cerca de oito mil casos) do total de novos registros da doença tiveram relação com fatores comportamentais: inatividade física (4,6%), não aleitamento materno (4,4%), excesso de peso (2,5%) e consumo de bebidas alcoólicas (1,8%).

Desigualdade

Além do tempo escasso para cuidarem de si mesmas, a desinformação e o acesso desigual aos locais de realização de exames também explicam o porquê de as condições sociais influenciarem diretamente na maior ou menor mortandade associada à doença.

“Alguns estudos já têm identificado que a condição social impacta muito no diagnóstico precoce da doença. Mulheres pobres e sem educação formal estão mais sujeitas a descobrir a doença em estágio avançado, o que reduz drasticamente a chance de tratamento e cura. Isso ocorre em função do acesso aos exames e aos locais de realização”, explica a enfermeira obstetra.

Pandemia

Após um período em que muitos exames de rotina foram suspensos ou drasticamente reduzidos em função dos altos números de contágios e mortes por Covid-19, o momento, agora, é de busca ativa às mulheres, chamando-as para que retornem aos serviços de saúde a fim de realizarem seus exames preventivos.

“Foram realizados somente exames de urgência, principalmente em mulheres de risco ou que já tinham sinais e sintomas clínicos da doença. Mas em 2021 o quantitativo de exames normalizou. Acredito que o outubro rosa seja um momento importante para essa retomada”, avalia Bruna.

Outro problema agravado pela pandemia foi a violência doméstica, que também pode obstaculizar a procura das mulheres por assistência. Bruna questiona se algumas mulheres não são impedidas por seus agressores de fazerem exames, pois aquele seria um momento em que elas poderiam pedir por socorro aos profissionais de saúde – que também teriam condições de identificar marcas físicas de violência…”

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