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CIDADE. Prefeitura reúne secretários para discutir soluções para encarar “desafios” do Distrito Criativo

Em debate, como dar uma solução às sugestões já surgidas para o programa

“Procuramos garantir os recursos para que os investimentos sejam feitos nessa área tão importante (foto Ariéli Ziegler/Prefeitura)

Por Rafael Favero / Da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal

Os secretários municipais de Santa Maria se reuniram na tarde desta segunda-feira (6) para tratar sobre o Distrito Criativo. No encontro, que ocorreu no Itaimbé Palace Hotel, no Bairro Centro, foram apresentados cada um dos desafios apontados pela população na etapa anterior do projeto. A proposta é que, agora, os secretários possam pensar e executar soluções para cada uma das demandas. 

“A primeira etapa dessa construção coletiva do Distrito Criativo foi muito positiva. Por meio do número relevante de participações, conseguimos perceber que os cidadãos se importam com o Centro Histórico Ferroviário. Então, a ideia é que os secretários se apropriem e entendam os desafios. Queremos tornar esse projeto vitorioso”, explicou o vice-prefeito Rodrigo Decimo, que está à frente da iniciativa.  

O prefeito Jorge Pozzobom também participou da reunião e reforçou que o Distrito Criativo e a consequente valorização da região em torno da Avenida Rio Branco, da Estação Férrea e da Vila Belga é uma das prioridades do governo. Ele lembrou que a obra de recuperação do pavimento e de drenagem pluvial da Vila Belga já foi licitada, o que demonstra o comprometimento do Município em tirar as ideias do papel. 

“Procuramos garantir os recursos para que os investimentos sejam feitos nessa área tão importante para a cidade. A Prefeitura quer contribuir e colaborar com o desenvolvimento de Santa Maria”, afirmou Pozzobom na reunião.

A explanação sobre o Distrito Criativo e o que a população quer para o Centro Histórico Ferroviário ficou a cargo da professora Clarissa Teixeira, do Departamento de Engenharia do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ela é líder do grupo VIA Estação Conhecimento, que estuda habitats de inovação. Participante do projeto desde o início, Clarissa elogiou a forma como a Prefeitura de Santa Maria tem ouvido a população para elaborar o que será o Distrito Criativo. 

“Escutar os cidadãos como a gente escutou, nunca vi. Temos um movimento que emerge de baixo para cima. Entretanto, teremos que fazer um movimento sutil de cima para baixo, que terá o protagonismo da Prefeitura”, comentou Clarissa.

Participaram da reunião os secretários Tiago Sanchotene, de Inovação e Tecnologia da Informação, Lúcia Madruga, de Educação, Michele Antonello, de Finanças, Ewerton Falk, de Licenciamento e Desburocratização, Gilvan Ribeiro, de Esporte e Lazer, Ticiana Fontana, de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Guilherme Rocha, de Meio Ambiente, José Antônio de Azevedo Gomes, de Elaboração de Projetos e Captação de Recursos, Juliano Soares, de Habitação e Regularização Fundiária, Rodrigo Menna Barreto, de Desenvolvimento Rural, Marco Mascarenhas, de Gestão e Administração de Pessoas, Rose Carneiro, de Cultura, Ramiro Guimarães, de Comunicação, o chefe do Gabinete do Prefeito, Alexandre Lima, o presidente do Iplan, Daniel Pereyron, e o assessor superior de governo Ronie Gabbi.

Quais são os desafios?

Durante a etapa de reconhecimento e levantamento de desafios, foram contabilizados 1.758 apontamentos. Mais de 500 pessoas foram ouvidas, em seis workshops, que duraram nove horas ao todo. Além disso, urnas foram espalhadas em 19 estabelecimentos da área central do Município. Nelas, a população também pôde deixar sugestões sobre como imagina o Centro Histórico Ferroviário no futuro. 

O levantamento mostrou que a maior parte das demandas da população, precisamente 50,46%, diz respeito ao “ambiente natural e construído do local”.

Esse item envolve a infraestrutura, habitação, usos de espaços e patrimônio histórico. Depois, outro aspecto no qual desafios são registrados é o de “governança e políticas públicas”, com 27,42% dos apontamentos, item que contempla demandas sobre compartilhamento de conhecimento, ambiente democrático, acesso à informação, regras para o desenvolvimento e recursos para o fomento de ideias criativas e inovadoras, por exemplo.

Ainda, 13,77% dos desafios levantados são relativos à “economia criativa”, ou seja, presença de pessoas criativas e talentosas para fomentar o empreendedorismo, empregabilidade e desenvolvimento econômico regional com base na inovação e na indústria criativa.

A menor quantidade de apontamentos é na área da “identidade e recursos culturais”, com 7,51% dos registros. Esse item reúne falas sobre a valorização da história, cultura e tradição locais, inclusão social, espaços artísticos e culturais, diversidade, tolerância e ambientes propícios para geração de ideias e arte.

ENCONTRO COM A SOCIEDADE CIVIL

Logo após a reunião com o secretariado, Rodrigo Decimo e a professora Clarissa Teixeira tiveram um encontro com representantes da sociedade civil, também no Itaimbé Palace Hotel. Participaram da conversa integrantes de instituições como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Franciscana (UFN), o Sicredi, a Associação Amigos da Gare, a Associação dos Moradores Ferroviários da Vila Belga, o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Santa Maria (Comphic), o Theatro Treze de Maio, o Coletivo Memória Ativa e coletivos de arte e de teatro da região. Na oportunidade, foi discutida a formação da equipe de governança para o Distrito Criativo.

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