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KISS. Segurança terceirizada da boate informa que não sabia manusear extintores de incêndio

Doralina Peres teve problema pulmonar e fez enxerto na perna

Doralina Peres disse que, na noite do incêndio, a boate estava cheia, mas não lotada. Foto Juliano Verardi / Imprensa TJRS

Por Janine Souza / Imprensa TJRS

Doralina Peres era segurança terceirizada na Boate Kiss há quase 3 anos. A vítima foi arrolada pela defesa de Elissandro Callegaro Spohr (Kiko). Seu depoimento foi o último deste domingo (5). Antes, houve a oitiva de Tiago Flores Mutti (informante) e Delvani Brondani Rosso (vítima).

Amanhã todos os depoentes são indicação da defesa de Kiko: Stenio Rodrigues Fernandes (testemunha), Willian Renato Machado (vítima) e Nathalia Daronch (vítima).

Doralina era funcionária terceirizada, contratada pela empresa de Everton Drusião, seu chefe direto. Ela informou que, na festa de 27/01/13, a Kiss estava cheia, mas não lotada. Disse ao magistrado que não lembra de tudo o que ocorreu naquela noite, mas que foi retirada por um colega e levada a área do estacionamento de um supermercado localizado do outro lado da rua. Doralina ficou quase 1 mês internada no hospital, teve problema pulmonar e fez enxerto na perna. Cinco colegas dela faleceram em decorrência dos ferimentos.

Questionada sobre se existia ordem de barrar as pessoas para não saírem da casa sem pagar, Doralina explicou que “Kiko ficava com a identidade delas até que elas voltassem ou pedissem ajuda para os familiares”.

De acordo com a depoente, ela costumava ficar na revista, no começo das festas. Depois, por volta das 2 horas da madrugada, circulava pela casa noturna. Não lembra de ter presenciado shows com pirotecnia. No período em que trabalhou no local, disse que o espaço passou por reformas. Ela ouvia comentários de que havia reclamações da vizinhança em relação ao som.

Em relação à Banda Gurizada Fandangueira, ela informou que os conhecia, pois via quando chegavam para tocar. Quanto a Mauro Londero Hoffmann, sabia se tratar de um sócio da Kiss, mas não tinha contato com ele. Via “às vezes” o empresário por lá. Ao contrário do sócio Elissandro Callegaro Spohr, com quem tinha contato direto. Kiko sempre foi educado com os funcionários e tinha uma boa relação com eles. “Tenho um carinho por ele. Sempre foi uma pessoa amiga da gente”.

No que se refere ao público, “as orientações de Kiko para os seguranças eram de manter a paz e a calma quando acontecesse algum problema”. Em relação ao acesso à boate em noite de festa, a ordem era que, em caso de lotação, fosse liberada a entrada somente após a saída de frequentadores que deixassem o local.

Sobre treinamento de segurança, Doralina disse que recebeu dos próprios colegas mais antigos. Ela não sabia manusear extintores de incêndio e não se recorda de nenhuma reunião com a chefia que tenha tratado desse assunto. Disse também que havia luzes de emergência no estabelecimento.

O depoimento se encerrou por volta das 19h40min. O júri será retomado nesta segunda-feira (6), a partir das 9h.

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