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ESTADO. Valdeci e Leite discutem ações contra a estiagem e a fome no Rio Grande do Sul

Presidente da Assembleia apresentou algumas sugestões ao governador

“Faremos todo o esforço para agilizar o que for necessário”, disse Valdeci Oliveira. Foto Joaquim Moura

Por Tiago Machado e Marcelo Antunes / Assessoria de imprensa de Valdeci

A estiagem que assola as lavouras no estado e a fome que atinge milhares de gaúchos e gaúchas pautaram a audiência entre o presidente da Assembleia, deputado Valdeci Oliveira (PT) e o governador Eduardo Leite na tarde desta segunda-feira (7). O presidente do Legislativo gaúcho, que solicitou o encontro, apresentou algumas sugestões ao chefe do Executivo estadual, além de colocar a Assembleia Legislativa como parceira para a construção de alternativas que deem conta desses problemas, sejam elas para amenizar os efeitos mais imediatos causados pela falta de chuva como também ações de médio e longo prazos.

“Estamos organizando um seminário que reúna todos os atores, de gestores públicos a produtores rurais, técnicos e especialistas para pensarmos políticas que não sejam apenas de governo, mas de estado. A Assembleia está disposta a contribuir no que estiver ao seu alcance, no que for preciso, no que for possível para amenizar a situação e atuar preventivamente. Esse é o nosso compromisso”, destacou Valdeci, que sugeriu a criação de um gabinete de crise, nos moldes do formatado para o combate à covid-19, para tratar e acompanhar o tema.

O parlamentar, que percorreu uma série de municípios no interior do estado nos últimos dias para observar de perto os reflexos da crise climática, também convidou o governo para que indique um representante para a compor a missão oficial do parlamento que deverá ir a Brasília fazer a interlocução com deputados, senadores e órgãos federais sobre medidas direcionadas ao combate à estiagem.

Segundo Eduardo Leite, um fórum permanente está sendo estruturado pelo governo, pois “boas ideias podem vir de qualquer lugar”. Em relação a recursos a serem disponibilizados aos produtores, o governador disse que já estão alocados R$ 103 milhões para cinco macrorregiões do estado destinados à construção de cisternas e perfurações de poços artesianos.

“Faremos todo o esforço para agilizar o que for necessário”, apontou Valdeci, lembrando ao governador que a bancada petista tem um projeto de lei, o 115/2021, tramitando no Parlamento e que prevê, entre outras medidas, a concessão de crédito subsidiado aos pequenos produtores da agricultura familiar.

“Esse é um projeto que pode lhe dar as garantias legais”, frisou.

Em relação à fome cada vez mais presente junto às parcelas socialmente mais vulneráveis, Valdeci falou sobre a criação de um movimento coletivo que envolva todos os poderes e a sociedade em geral, sejam as organizações públicas como privadas, empresariais, de trabalhadores e de movimentos que lutam pela segurança alimentar.

“Se trata de algo muito sério. Precisamos, além de ações, criar uma sensibilidade junto à população, que tem feito muito, por sinal. Não fosse ela, a situação certamente seria ainda pior”, avaliou o presidente da Assembleia.

“Um programa ao estilo do Avançar RS, só que totalmente voltado à geração de renda, acesso à alimentação e combate à pobreza extrema seria fundamental neste momento”, propôs Valdeci.

“Nos provoquem”, respondeu o governador sobre a sugestão feita pelo parlamentar.

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