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Quaaanto trocooo! É fantástica a quantidade de recursos para tentar eleger um Presidente

R$ 210 milhões. Talvez seja conveniente repetir: R$ 210 milhões. Esse é o tamanho do troco que, somados, pretendem gastar os dois principais candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin. Os outros, meros coadjuvantes, também gastaram muito – mas beeem menos do que a dupla de ponta.

Convenhamos, é um dinheiro dos mais respeitáveis (no que toca à quantidade). E olha que esse é o valor declarado. Ninguém está aqui a insinuar nada, mas a história recente (de 10 anos pelo menos) recomenda alguma cautela.

Quem paga toda essa conta? Só depois do pleito, quando os contadores fizerem seu trabalho, e o declararem à Justiça Eleitoral, será possível saber. Por enquanto, o jeito é ficar com os números, e o que eles representam. Quem fala, e escreve, sobre isso é o jornalista Josias de Souza. Leia, e tire a sua própria conclusão:

”Campanha presidencial é a mais cara da história

“Nunca na história desse país” houve uma campanha presidencial tão cara. Noves fora os eventuais dólares escondidos em cuecas insuspeitadas e em malas alopradas, Lula e Alckmin prevêem gastar a bagatela de R$ 210 milhões. “De onde vem o dinheiro?” Impossível dizer, por ora. Só no final de novembro PT e PSDB se dignarão a informar quem pingou no pires.

No início da campanha, Lula mandara dizer ao TSE que seu orçamento seria de R$ 89 milhões. Alckmin cravara R$ 85 milhões. Houve espanto rotundo, estupefação generalizada. Contornou-se o assombro dizendo que os números levados à Justiça Eleitoral referiam-se ao teto da previsão de gastos.

O desembolso efetivo jamais chegaria a tanto. Imagina! O que é isso!! De jeito nenhum!!! Passam-se os dias. E, subitamente, as arcas ganharam novo pé direito. O que era teto virou piso.

Lula pediu ao TSE autorização para gastar mais R$ 26 milhões. O orçamento de sua campanha foi a R$ 115 milhões. Alckmin reivindicou acréscimo de R$ 10 milhões. E sua planilha de gastos escalou a casa dos R$ 95 milhões. PT e PSDB usaram um argumento singelo para justificar a recauchutagem orçamentária.

Informou-se ao TSE que as equipes dos dois principais postulantes à presidência da República não haviam previsto em seus planos de campanha a hipótese de o pleito deslizar para o segundo turno. Ou seja, querem gerir a República dois sujeitos que não têm competência nem para pôr ordem na cozinha financeira de seus comitês. Depois se queixam de que o Orçamento da União virou a caverna de todos abracadabras.

Compare-se, por oportuno, as arcas de hoje com as de ontem. Lula “R$ 115 milhões” da Silva já enfrentou tempos mais bicudos (sem trocadilho). Na campanha presidencial de 98, previra gastos de R$ 15 milhões. Terminada a refrega, disse que só torrou R$ 3,9 milhões. Era troco perto da fartura que rodeava FHC, seu adversário de então: previsão de R$ 73 milhões e gastos reconhecidos de R$ 45,9 milhões.

Em 2002, ano em que Lula já havia abandonado a velha ideologia, trocando-a por outra que estava em alta no mercado, a coisa melhorou. O candidato estimou gastos de R$ 48 milhões. Depois, levou aos arquivos do TSE, despesas de R$ 33,7 milhões. O tucano José Serra, rival do petismo à época, previra R$ 60 milhões e disse ter tido gastos de…”


SE DESEJAR ler a íntegra do artigo, pode fazê-lo acessando a página do jornalista na internet, no endereço http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/.

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