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BASTIDORES. O prefeito e os problemas crônicos, promessas do Calçadão e 3 anos depois do Re.Viva

Pozzobom repete muito um termo para definir obras que ocorrem na cidade

Desde que se tornou prefeito, Pozzobom já fez 59 publicações sobre o enfrentamento de “problemas crônicos” (Foto Reprodução)

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Por Maiquel Rosauro

Você já ficou com a sensação de que o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) fala sempre a mesma coisa? Esta semana, o tucano alcançou uma marca que resume bem essa impressão. Na quarta-feira (11), ele fez a 58ª e 59ª publicações em sua fanpage sobre “problemas crônicos” do município. Desde 2018, ele repete o termo de forma contínua, seja para definir a necessidade de uma ponte no Campestre à interminável obra do Calçadão.

No início da tarde de quarta, com letras maiúsculas, ele prometeu: “CALÇADÃO: UM PROBLEMA CRÔNICO QUE SERÁ RESOLVIDO DEFINITIVAMENTE!”.

Horas depois, ele postou sobre obras de macrodrenagem que vão solucionar “problemas crônicos” no Bairro Tancredo Neves.

Novo Calçadão foi prometido sete vezes

Se Santa Maria tem dezenas de problemas crônicos, o prefeito também: não consegue ver cumpridas as promessas sobre o Calçadão.

Ao analisar a fanpage do prefeito, o Site encontrou 17 postagens que fazem referência à primeira quadra da Rua Doutor Bozano. Em sete delas (incluindo a publicação de quarta) ele prometeu uma solução.

A primeira vez que prometeu um novo Calçadão foi em 24 de abril de 2019.

Aniversário inconveniente

Neste domingo (15) completam-se três anos desde que Pozzobom deu fim a ideia mais inovadora de sua gestão: o Re.Viva Bozano. A proposta visava transformar a segunda quadra da Rua Dr. Bozano em uma via compartilhada, que funcionaria como extensão do Calçadão.

A proposta surgiu em 2018, primeiro ano do governo tucano, e tinha como propósito transformar os estacionamentos de carros em lugares agradáveis à população, com pinturas e artes no chão, floreiras, parkets e outros equipamentos voltados aos pedestres. O trânsito de carros ficaria restrito em apenas uma faixa da via.

Universidades foram chamadas, projetos foram apresentados, uma votação popular foi realizada e a proposta vencedora começou a ser executada em março de 2019. O trabalho avançou rápido e, em 1º de abril, a Prefeitura e Fundação Eny entregavam o parket piloto, que segue solitário no local até hoje.

Contudo, outras empresas não “compraram” a ideia dos parkets e a cultura do carro falou mais alto, já que lojistas reclamaram que seus clientes não conseguiam estacionar na via.

Assim, em 15 de maio de 2019, Pozzobom reunia os lojistas para sepultar o Re.Viva Bozano e, ao mesmo tempo, prometer, pela segunda vez, “a revitalização completa do Calçadão”.

Calçadão novo

A terceira promessa de um Calçadão novo surgiu ainda em 2019: “Nós não vamos revitalizar o Calçadão, nós vamos fazer um Calçadão novo”.

Sem dinheiro público

As obras no Calçadão foram iniciadas em janeiro de 2020. No mês seguinte, Pozzobom publicou um vídeo com a quarta promessa: não utilizaria um centavo de dinheiro público na obra, que duraria cinco meses.

Problema…

Em março de 2020 a obra foi paralisada devido à pandemia de covid-19 e só foi retomada em janeiro do ano passado. No dia 28 daquele mês, o tucano prometeu, pela quinta vez, que mais um problema crônico estava sendo resolvido.

Crônico, de novo…

Em 12 de abril deste ano, em letras maiúsculas, a sexta promessa: “CALÇADÃO: MAIS UM PROBLEMA CRÔNICO QUE SERÁ RESOLVIDO DEFINITIVAMENTE!”. A publicação fazia referência à licitação que ocorreu esta semana.

Não por acaso, nessa publicação, um seguidor da página de Pozzobom deixou o comentário abaixo:

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Um Comentário

  1. Problema do Calçadão é incompetencia. Facil deveria ser resolvido em 6 meses. Houve erro na tomada de decisão, resolveram utilizar as ‘parcerias publico privadas’ (não são, legalmente é outra coisa), fatiaram a obra e deu ruim. Cladistone, o indigesto, tem rede de proteção grande. Foi eleito pelos petistas. As ‘patotinhas’ da urb acham ele o máximo. Afinal, ‘é bom porque é daqui’. Sim, ‘patotinhas’. A da cultura (dominada pela esquerda), a dos donos de lojinhas, a da construção civil, a da esquerda universitaria’, a da comunicação (que ganha uns trocos), a do juridico (OAB e outros), etc. Na cabeça deles ‘representam o pensamento medio da cidade’. São ‘simbioses’. Diário Vermelho não sobrevive sem os assinantes de esquerda, maioria dos servidores publicos. Sala de Debates Vermelho sempre tem um ou dois comissarios Vermelhinhos ‘dando palestra’, microfone aberto, volta e meia tem representante do governo local (que fala sem contraponto) e as pautas são montadas por gente de esquerda. Ancoras Vermelhinhos, obvio. É basicamente um ‘Pampa Debates’ feito a foice e martelo (para não dizer facao). Obvio que aparecem uns cripto Cavalistas para dizerem que ‘é neutro’. Fora do assunto politica são as mesmas pessoas falando as mesmas coisas sobre os mesmos assuntos. Feira do Livro, faltaram auto-elogios? Menção ao ‘numero de escritores’, ‘volume de produção” (da quantidade sai a qualidade dizia Marx)? Caminhe Legal, Anuncie Legal (assuntos recorrentes)? Na Romaria vão falar do publico. Economia está ruim, tira votos do governo? Pauta todo dia. Preço dos combustiveis (como se ninguém mais tivesse que abastecer o carro, ou fazer supermercado)? Sistema financeiro internacional? Desenvolvimentismo (que nunca deu certo em lugar nenhum). Causidicos falando de cirurgia intracraniana até programa espacial (e xingando os ‘especialistas de redes sociais’) . Chega num ponto e a pergunta que fica é se é so falta de criatividade ou pura preguiça. Resumo da ópera: na RDCTV tem o Cruzando as Conversas. Alás, a programação por lá é bem mais profissional, não tem a ‘informalidade’ que saiu da Globo, veio para a RBS e vazou por ai. Para desperdiçar o tempo da audiencia.

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