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CÂMARA. Por 11 votos a seis, parlamentares decidem não investigar denúncia feita contra Pablo Pacheco

Com a posição do Plenário, acusação feita ao vereador pepista será arquivada

Vereadores decidiram não investigar Pablo Pacheco por suposta infração político-administrativa (Foto Yorhan Rodrigues/Câmara)

Por Maiquel Rosauro

O vereador Pablo Pacheco não será investigado. É o que decidiu o Plenário do Legislativo de Santa Maria, nesta terça-feira (10), por onze votos a seis. Desta forma, a denúncia protocolada pelo ativista digital Luiz Henrique Oliveira – Barbudinho, por suposta infração político-administrativa, será arquivada.

O denunciante alegava que a campanha de Pacheco ao Legislativo, em 2020, teria supostamente recebido R$ 2,4 mil provenientes do Auxílio Emergencial. A doadora foi a então coordenadora de campanha, Nêmora Schuch, que no início do ano passado tornou-se assessora do gabinete do vereador.

O presidente da Câmara, Valdir Oliveira (PT), foi o responsável por ler a denúncia e, logo depois, ocorreu a votação nominal no microfone de aparte. Para que fosse efetivado o recebimento, era necessário que a maioria simples dos parlamentares presentes votasse favorável.

Alguns dos vereadores, ao votar, solicitaram a justificativa de voto. É o caso, por exemplo, de Anita Costa Beber (PP) que votou de forma contrária à denúncia.

“Votei contra porque não vejo nada contra o vereador”, argumentou Anita.

Luci Duartes – Tia da Moto (PDT), que votou a favor, disse que Pacheco teria a oportunidade de mostrar sua versão dos fatos, caso a Comissão Processante fosse instalada.

“Votei sim porque passei por isso e tiver a oportunidade de me defender”, afirmou a pedetista, fazendo referência a uma denúncia de improbidade administrativa, protocolada em 2018 e arquivada tanto na Câmara quanto no Ministério Público (AQUI).

Destaque também para a justificativa do vereador Tony Oliveira (PODE). O parlamentar disse que “vereadores foram ameaçados para votar contra (Pacheco)”.

Após a votação, Valdir solicitou que Tony formalizasse a situação para que a Câmara apure a suposta ameaça. João Ricardo Vargas (PP) sugeriu que fosse registrado boletim de ocorrência.

Tranquilo

Pacheco acompanhou a votação das galerias, ao lado do advogado Daniel Tonetto. Tão logo acabou a votação, ele usou a tribuna no espaço de liderança do Progressistas.

Com um semblante tranquilo, Pacheco começou o discurso fazendo menção ao ex-reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Paulo Burmann, e à deputada estadual Juliana Brizola (PDT).

“Entendam como entender”, disse sobre menção.

Pacheco não citou o nome de Barbudinho em sua fala e disse que não daria palco a quem não merecia. Relatou apenas que foram três semanas de pirotecnia virtual e não foi provada sequer uma regularidade que ele tivesse cometido.

O vereador ainda ressaltou o discurso de Tony sobre supostas ameaças sofridas pelos parlamentares.

“Vereadores foram sim ameaçados, pressionados a votar contra mim”, disse Pacheco.

Sem surpresas

Barbudinho relatou ao Site que já esperava uma votação favorável a Pacheco.

“Era esperado, uma vez que em meio às investigações da minha equipe, descobrimos que vereadores que votaram contra a denúncia também utilizaram da mesma prática fraudulenta para se beneficiar na campanha eleitoral. Outros vereadores também receberam doações de pessoas que sacaram auxílio emergencial e dois deles nomearam os doadores como assessores. Essa prática não pode ser dada como normal e vou me encarregar pessoalmente de desmascarar a hipocrisia desses parlamentares para a sociedade”, afirma o ativista digital.

Questionado em relação a supostas denúncias recebidas pelos vereadores, Barbudinho negou qualquer ação.

“Imagina se eu iria ameaçar alguém. É óbvio que conversei com os vereadores, tentei explicar, mandar a denúncia e falar que tem outros vereadores que receberam a mesma coisa. Mas jamais fiz algum tipo de ameaça”, disse Barbudinho.

Como votaram

Favoráveis ao recebimento da denúncia: Admar Pozzobom (PSDB), Givago Ribeiro (PSDB), Luci Duartes – Tia da Moto (PDT), Ricardo Blattes (PT), Valdir Oliveira (PT) e Werner Rempel (PCdoB)

Contrários ao recebimento da denúncia: Adelar Vargas – Bolinha (MDB), Alexandre Vargas (Republicanos), Anita Costa Beber (PP), Danclar Rossato (PSB), João Ricardo Vargas (PP), Getúlio de Vargas (Republicanos), Marina Callegaro (PT), Paulo Ricardo Pedroso (PSB), Roberta Pereira Leitão (PP), Tony Oliveira (PODE) e Tubias Calil (MDB)

Ausentes: Lorena Santos (PSDB), Manoel Badke – Maneco (UB) e Rudinei Rodrigues – Rudys (MDB)

Não votou (por ser alvo da denúncia): Pablo Pacheco (PP)

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