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Dólar a menos de R$ 2. Não é novidade pra você. Confira o que escrevi aqui, há 36 dias

Desculpa, mas sou obrigado a puxar a brasa para o assado desta (neste momento, nada humilde) página de internet. O dólar ianque fechou esta terça-feira valendo exatamente R$ 1,982. Olha só o que escrevi aqui no início da madrugada de 5 de abril, há exatos 36 dias:

 

“Economia. Não vai demorar muito e o Dólar valerá menos de R$ 2. A banca paga. E recebe!

 

Lembro como se fosse hoje: em julho de 1994, bem nos primórdios do Plano Real, o litro de gasolina custava, nos postos, R$ 0,54 – pouco menos de cinco vezes o preço de hoje. Ou, ao contrário, em quase 13 anos, o aumento foi de 400%, superando largamente a inflação do período.

 

Era uma festa. A classe média se divertia bastante, e as viagens ao exterior experimentaram vertiginosa e sempre ascendente procura. À época, a cotação Dólar x Real era praticamente 1 x 1. Talvez você também lembre disso. O que poucos sabem, ou não recordam, é que depois disso, no primeiro e no segundo governos de Fernando Henrique Cardoso, o Brasil quebrou. Mais até (e isso é possível) do que, diz-se, com razão, do que o Rio Grande do Sul de hoje.

 

Há algumas sensíveis diferenças entre o Brasil de hoje e o de 13 anos passados. Com certeza, há. Por exemplo: o empréstimo feito,  numa das falências pátrias, ao dito famigerado Fundo Monetário Internacional (FMI), de 28 bilhões de dólares (você leu certo, não se preocupa), está pago. Nunca é demais repetir: pago.

 

Outra, e esta bate diretamente no bolso da classe média, é que a paridade do Dólar foi substituída pelo chamado esquema da “flutuação”. Quem manda é a economia, não a política. Isso, diga-se, começou com Fernando Henrique, depois da segunda quebra, e foi mantido por Luiz Inácio Lula da Silva – primeiro com a dobradinha Antonio Pallocci/Henrique Meirelles e depois com Guido Mantega e o mesmo Meirelles. Os primeiros, ministros da Fazenda, o segundo, presidente do Banco Central.

 

Só que agora, ao contrário de 94, quando havia a paridade, há uma chiadeira sem tamanho dos empresários exportadores, que não conseguem competir no mercado internacional. Embora o Dólar esteja cotada em duas vezes o valor do Real. E culpam, claro, o câmbio. E a flutuação. Defendem medidas do governo (que não propugnavam com FH) para mexer na moeda. Têm lá suas razões. Só não sei elas combinam com os motivos nacionais. Ou mesmo de vários de seus pares.

 

Quer ver? Ao mesmo tempo em que muitos chiam, e talvez pontualmente possam estar certos, um número bastante significativo deles, dos exportadores, partiu para o principal: racionalização dos próprios custos, investimento em pesquisa e equipamento (que se pode comprar mais barato – e isso poucos falam e escrevem) e melhoria de qualidade do produto ou serviço exportado.

 

Provavelmente, o exemplo mais eloqüente é o da indústria têxtil. Esta reduziu as queixas em relação aos chineses e foi trabalhar. Hoje há uma boa meia dúzia de grandes indústrias brasileiras que conseguem custo inferior aos de olhinhos puxados e vendem tanto ou mais que eles. O nome disso: eficiência. A contrafação: choramingos.

 

E, por fim: pergunte ao cidadão de classe média que consome, digamos, azeite de oliva (nem estou falando de produtos populares, como arroz e feijão ou outra coisa qualquer, mais barata que antes), o que ele acha do preço…” (Para ler a íntegra, clique aqui)

 

 

MAIS SUGESTÕES DE LEITURA – leia aqui a reportagem “Dólar fecha abaixo de R$ 2 pela primeira vez desde 2001”, publicada pelo Invertia, o canal de notícias econômicas do portal Terra, com informações da agência Reuters.

Vale a pena conferir também a reportagem “Dólar fecha abaixo de R$ 2 pela 1ª vez em seis anos”, publicada no G1, o portal da Globo.

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