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PODE ESCREVER. Vestibular da UFSM acaba em no máximo quatro anos. Ficarão só o PEIES e o ENEM

A imprensa da boca do monte repercutiu quase nadinha. O Diário de Santa Maria, por exemplo, deu só uma notinha, na sua “Página Dois” – reproduzindo material da assessoria de imprensa da Seção Sindical dos Docentes. O jornal A Razão nem isso, pelo menos não no final de semana. Que dizer, o assunto não está chamando muita atenção. Mas, creio, deveria.

 

Me refiro, objetivamente, às mudanças no vestibular da Universidade Federal de Santa Maria, a maior instituição pública de ensino superior do Rio Grande do Sul, em número de cursos, e a segunda maior, no mínimo, em número de alunos. Afinal de contas, ainda que não seja agora, em 2010, o fato é que o concurso sofrerá mudanças. E das grandonas, influenciando na vida de muita gente da boca do monte e fora dela. Modéstia às favas, o assunto, fora do âmbito da UFSM, começou a ser tratado aqui mesmo, na sexta-feira.

 

Naquele dia, comentei nota divulgada pela Coordenadoria de Comunicação Social da Universidade. Informava-se da decisão do reitor Clóvis Lima (foto), de que a instituição passe a discutir a proposição do Ministério da Educação, estabelecendo o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM (agora reestruturado) como um vestibular unificado das universidades federais de todo o País.

 

Mais que isso, Lima definiu que a ampliação do PEIES (o programa pioneiro da UFSM, que hoje concede 20% das vagas iniciais na instituição), proposta pela Comissão Permanente de Vestibular (Coperves) seja discutida em todas as unidades de ensino da Federal. E mais: fixa prazo até 28 de agosto para que as sugestões sejam enviadas à Pró-Reitoria de Graduação e discutidas em posterior audiência pública.

 

No mesmo dia, 24 horas antes do DSM, registrei a conversa do reitor com representantes da Seção Sindical dos Docentes (Sedufsm). Nela, provavelmente como opinião pessoal, mas que sem dúvida tem peso importante, o reitor avançava até mesmo na possibilidade de que o PEIES passasse a representar até 80% das vagas. E os restante 20% viriam do Enem, como quer o MEC. Ora, cá entre nós, e isso é cristalino: se prevalecer a opinião do atual reitor, em algum momento (que pode ser, por que não, 2011, 2012 ou no máximo 2013) o Vestibular unificado, nos moldes como o conhecemos hoje, simplesmente acabará.

 

Se isso não é importante, imagino o que poderá ser. Resumindo: a discussão vai ferver – dentro e fora da Universidade Federal de Santa Maria. E é assim mesmo que tem que ser. O resultado, qualquer que seja, redundará em melhores possibilidades para todos os que aspiram a um lugar numa instituição pública.

 

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