DEM/PSDB. Encontro conciliatório ou audiência para confirmar a separação de corpos?
Tenho tratado desse tema com alguma assiduidade. É a virtual separação de corpos entre os até há pouco inquebrantáveis aliados, o PSDB e o DEM (ex-PFL). Nesta terça-feira mesmo, em nota que publiquei no inicio da madrugada, tratava do assunto. Mais exatamente das razões que estão levando tucanos e demistas a, simplesmente, rasgar o contrato de casamento.
Uma questão de estilo, no fazer oposição. É uma das causas. E outra a estratégia para 2010, quando Luiz Inácio Lula da Silva pode (e até deve) influenciar, mas não será mais candidato a Presidente. Logo, em princípio, o caminho está aberto. E todos os atos de agora visam a disputa de daqui a pouco menos de quatro anos.
Haverá, nesta quarta-feira, um encontro entre os presidentes das duas agremiações. Segundo li no Radar Online, a versão de internet da coluna assinada por Lauro Jardim, na revista Veja, o objetivo é aparar arestas entre tucanos e demistas. Mas, segundo o mesmo jornalista, o DEM não estaria disposto a mudar de idéia, por exemplo, em relação à CPI do Apagão Aéreo, que a sigla quer monopolizar, pelo lado oposicionista, no Senado.
Então, pergunto eu, para que serve, além de salvar as aparências de um casamento que desanda, o colóquio entre o tucano Tasso Jereissati e o demista Rodrigo Maia? Hein? Ainda mais quando os ex-pefelistas resolveram invenctivar, outra vez, contra a postura do PSDB (Fernando Henrique Cardoso a parte) de dialogar com o presidente da República.
Sim, o DEM assume que faz uma oposição sistemática e sem meias medidas, nas palavras de seu secretário geral, Saulo Queirós – para quem, e parece ser opinião generalizada no quartel-general demista, isso é parte do plano para consolidar o partido e torná-lo alternativa viável de poder.
Também é nesse clima, digamos, acirrado que se lê as observações do líder tucano na Câmara, o paulista Antonio Carlos Panunzio, ligado ao governador José Serra, que afirma não ser o gaúcho demista Ônix Lorenzoni, o seu paradigma.
Cá entre nós, não há terapeuta de casal que consiga resolver esse enrosco. E o encontro entre Jereissati e Maia tem mais a ver com audiência de divórcio do que de entendimento. É isso. Ou então um acordo para manter as aparências do casório, até a dissolução oficial do casório e a entrega das alianças ao penhor da Caixa Federal.
SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a reportagem DEM libera críticas a seus aliados históricos do PSDB, produzida por Christiane Samarco e Denise Madueño, da sucursal de Brasília do jornal O Estado de São Paulo.





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