COMUNICAÇÃO. Jornalismo sindical começa no fim do século XIX. E deve disputar espaço

Se desenvolve na Seção Sindical dos Docentes da UFSM, a promotora, o curso de “Comunicação Sindical”. O ministrante é o escritor Vito Giannotti, do Núcleo Piratininga de Comunicação. A propósito da primeira intervenção, acontecida na manhã de hoje, acompanhe material produzido pela assessoria de imprensa da Sedufsm. O texto e a foto são do jornalista Fritz R. Nunes. A seguir:
“Giannotti diz que comunicação deve ajudar a mudar cultura do trabalhador
A comunicação de um sindicato não deve ser feita apenas através do jornal, do site ou com boletins para rádio ou imprensa comercial. O ideal é usar todos os instrumentos de comunicação possíveis, buscando disputar a hegemonia, ou seja, a visão sobre os fatos, que é feita de forma massiva pela mídia comercial. Isso seria uma forma de, aos poucos, mudar a visão, a cultura dos trabalhadores.
O pensamento é do escritor Vito Giannotti, do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), que na manhã desta quarta, 20, ministrou a primeira parte do curso de “Comunicação Sindical”, no auditório da SEDUFSM. O evento teve a participação de 50 pessoas, mesclando estudantes de Comunicação, profissionais de assessoria de imprensa, diretores de entidades sindicais e alguns professores.
Giannotti, após a saudação inicial feita pelo presidente da SEDUFSM, professor Rondon de Castro, trouxe um pouco da história da imprensa em âmbito mundial. Os jornais surgem no final do século XVIII, a partir do advento da Revolução Industrial, que lançaria as bases para o Capitalismo. Desde o início, ressalta o escritor do NPC, os jornais surgem comprometidos com a visão da nova classe que se formara a partir da Revolução Industrial – a burguesia.
O século XIX vai representar a disseminação dos jornais, em todo o planeta, sempre usados como instrumento de disputa de hegemonia, quer dizer, que passavam a visão da classe dominante – os capitalistas. Mas é também em meados do século XIX, quando surgem as fábricas e os operários, que vão ser criados os sindicatos e, a partir daí, os jornais vinculados a esses sindicatos, bem como a partidos políticos que se contrapunham a essa visão dos jornais dos donos das fábricas…”
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Como eu faço pra ver essa entrevista completa ??? (NOTA DO SÍTIO – entrar em contato com a assessoria de imprensa da Sedufsm – telefone 55-3222-5765)
Parabéns Rogério, e a todos que fizeram um esforço de parar duas manhãs para assistir uma palestra e debater com alguém com tanta história e capacidade como o Vito Giannotti.
Quando digo que somos treinados a agir como a mídia patronal quer, lógico que é no dia a dia, ao assistirmos os canais tradicionais, até novelas são uma maneira de dirigir o pensamento das pessoas. Então, um curso assim, nos faz acordar e olhar a informação com um pouquinho de desconfiança e com o olhar um pouco mais crítico.
Claudemir
Estou neste curso. Parabéns à SEDUFSM. 0 “véinho” é muito bom, o Vito. Somos treinados para pensar e agir de acordo com o que os donos da mídia patronal querem.
Mas, isto tem solução. Dá muito trabalho. Mas, tem solução.
Aliás, eu diria que conversar com uma pessoa como o Vito não seria de interesse apenas de sindicalistas e estudantes da área, mas sim de todo cidadão que pretende entender um pouco o mundo em que vive.