O que fazer por Santa Maria em 2015 – por Carlos Costabeber
Todos sabem o que deve ser feito por Santa Maria em 2015. A grande dúvida é a distância entre a vontade, o discurso, e a efetiva realização.
Lendo a entrevista do Prefeito em A Razão, senti que ele está bem consciente do papel de “Capitão” do time, e de que tem muito a fazer nos próximos dois anos. Nós santa-marienses estamos cansados de ver a cidade malcuidada, apesar de sermos os maiores culpados por isso.
Na minha opinião:
1) PREFEITURA: É do Prefeito a responsabilidade por mobilizar as forças vivas, discutir e implantar as mudanças que se fazem urgentes. Temos de “ter um norte”, pensar grande, trabalhar em uníssono, buscando maximizar as oportunidades e recursos.
2) CÂMARA: O novo Presidente da Câmara falou que deve estar integrado às ações desenvolvimentistas. Realmente, o Legislativo tem um papel decisivo, só que vem focado muito nas questões internas, em detrimento do desenvolvimento local.
3) REGIÃO: Importantíssimo o papel de Santa Maria no cenário regional. Historicamente, a cidade tem negligenciado o seu papel como polo da região. A AMCentro (Associação dos Municípios da Região Centro) fica enfraquecida politicamente, sem a presença forte e agregadora que Santa Maria. As reivindicações junto ao Estado e à União terão mais força e consistência, se de todos os 31 municípios estiverem unidos e articulados.
4) UNIVERSIDADES: Elas precisam acompanhar essa urgência de mudança que vive a cidade e a região. Sei bem que a solução para inúmeras demandas, podem ser atendidas pela academia. Elas precisam disponibilizar tecnologias, se antecipar aos problemas, disponibilizando alternativas. Penso que a UFSM, principalmente, pode oferecer muito, muito mais à comunidade em que está instalada.
5) IGREJA: As Igrejas têm um papel muito importante nesse contexto, pois exercem um papel agregador e muito positivo na sociedade. Já escrevi ao Arcebispo Dom Hélio, da necessidade de quebrarmos esse paradigma; para que os templos de todas as religiões, sejam instrumento de motivação em prol da mudança comportamental dos cidadãos.
6) ASSOCIAÇÕES E ENTIDADES DE CLASSE: Sei bem o quanto essas Entidades, sociais, empresariais e dos trabalhadores, podem contribuir para a cidade. O que precisam é sair das 4 paredes, e priorizar também as questões locais. As lideranças precisam se conscientizar que só o conjunto da obra, é que realmente interessa.
7) A IMPRENSA: Pode contribuir muito, pautando assuntos sobre tecnologias locais (UFSM), empreendedorismo, oportunidades de mercado, cases de sucesso. E contribuindo de forma decisiva para a mudança cultural do nosso povo, visando uma cidade melhor e mais bonita.
8) ESCOLAS: O magistério tem um papel estratégico, sendo o principal instrumento da mudança comportamental. Os professores pois têm nas mãos a nossa principal “matéria prima”: nossos jovens.
Poderia me estender nessa “CONVOCAÇÃO” pública pela cidade, mas o espaço e a paciência dos leitores têm limite. Mas fica o chamamento coletivo, por uma Santa Maria maior, melhor e mais rica.





Problemas de mentalidade. Ações "desenvolvimentistas". Globalização e fluxos mundiais de produtos e serviços parecem conceitos não bem assimilados na aldeia. O Brasil é um país tecnologicamente atrasado (salvo alguns polos), depende de tecnologia adquirida de outros países e SM não é diferente.
Camara é irrelevante. Para a prefeitura tudo está sempre certo. Igrejas e sindicatos pouco podem fazer.
Fortalecimento da AMcentro até pode ser um caminho.
Imprensa local só vai conseguir alimentar o ufanismo desmesurado da aldeia. Divulgam as "realizações" locais sem contextualizar no Brasil e no mundo. Interzinho ganha partida do Riograndense e seriam capazes de criar uma manchete "Rumo a Tóquio".