Coluna Observatório. Nelson Jobim, o santa-mariense que virou floresta
Nelson Jobim desdiz
o dito popular. Ele é
bem mais que arbusto
Santa Maria não deixa seus filhos tornarem-se árvores. No máááximo, um arbusto. Se ele crescer demais, é podado. A expressão, cuja autoria inicial o colunista desconhece, Observatório credita a Nelson Azevedo Jobim. Apenas (ou será suficiente?) porque foi dele que a escutou pela primeira vez, em encontro social do qual participava o falecido Luizinho de Grandi, nos idos dos 80.
Dito isto, vamos combinar que o próprio Nelson contradiz a expressão. Afinal, não há um só habitante da boca do monte que não enalteça a trajetória do ex-professor de Processo Civil (foi a disciplina ministrada ao que assina esta página) da Universidade Federal.
Entrou na política eleitoral em 1986. Foi deputado federal constituinte – em cuja condição conheceu Luiz Inácio Lula da Silva. Mais tarde, ministro da Justiça, no governo Fernando Henrique Cardoso – por quem foi indicado para compor a mais alta corte judiciária do País, o Supremo Tribunal Federal.
Em maio às suas atividades no STF, virou presidente do Superior Tribunal Eleitoral – antes de presidir o próprio Supremo, do qual se afastou há um ano e pouco. E, agora, é ministro da Defesa. O que é um desafio e tanto, não é demais lembrar.
Foi um gol de Lula. E isso quem diz não é o faceiro santa-mariense. Mas todos que convivem ou conviveram com Jobim. Ele tem autoridade moral e respeito de todos os lados. E isso, mais o obrigatório respaldo presidencial, é o aval da opinião.
Que ele tenha sorte. Para o bem de todos. E, claro, até a próxima campanha eleitoral. 2010?





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