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Necessidade histórica de uma unidade democrática e desenvolvimentista no RS – por Marionaldo Ferreira

“Vivemos um tempo em que o futuro exige mais que rivalidades e disputas...”

O Rio Grande do Sul, ao longo de sua história, sempre foi um espaço de intensos debates políticos, marcado por tradições de participação, mobilização e consciência cívica. Nossa identidade foi forjada em meio a lutas sociais, movimentos de base e a busca permanente por liberdade e desenvolvimento. Não é por acaso que este estado produziu lideranças que marcaram a política brasileira em diferentes momentos.

No entanto, vivemos hoje um tempo em que o futuro exige mais do que rivalidades e disputas fragmentadas. O Rio Grande do Sul enfrenta desafios profundos: a estagnação econômica, a perda de protagonismo nacional, a crise fiscal crônica e a dificuldade em construir políticas públicas sustentáveis de longo prazo. Nessas condições, a pergunta que se coloca não é quem vai governar para vencer uma eleição, mas sim quem pode reunir condições de governar para transformar.

É nesse ponto que emerge a necessidade histórica de uma unidade do campo democrático e desenvolvimentista. Essa unidade não é apenas tática eleitoral: é estratégica para garantir que o Rio Grande do Sul recupere sua capacidade de liderar um projeto de crescimento econômico, inclusão social e inovação produtiva.

A fragmentação política, tão comum nos últimos anos, apenas favorece projetos que se alimentam da divisão. O campo democrático e desenvolvimentista, quando desunido, abre espaço para forças que negam direitos, enfraquecem o papel do Estado e reduzem o horizonte do povo gaúcho a uma lógica imediatista de cortes e retrocessos.

Unidade, neste contexto, significa reconhecer diferenças, mas priorizar convergências. Significa compreender que, mais do que nunca, precisamos de um pacto político capaz de colocar no centro da agenda:

  • a retomada do desenvolvimento econômico com base na inovação e na reindustrialização,
  • a valorização da agricultura e da produção de alimentos,
  • o fortalecimento das políticas sociais e educacionais,
  • e a defesa intransigente da democracia, que é o espaço onde todas as vozes podem se expressar.

O Rio Grande do Sul precisa se reencontrar com sua própria história: a de um estado que ousou ser pioneiro, que abriu horizontes para o país, que foi exemplo de organização social e política. Mas isso só será possível se os setores democráticos e desenvolvimentistas superarem as barreiras das vaidades e dos projetos pessoais e compreenderem que o verdadeiro adversário é a estagnação, o retrocesso e a desigualdade.

A unidade é, portanto, mais que uma escolha. É uma necessidade histórica. Se o campo democrático e desenvolvimentista não se unir, perderemos não apenas eleições, mas a oportunidade de escrever um futuro melhor para o Rio Grande do Sul.

(*) Marionaldo Ferreira é especialista em governança pública, mentor de líderes e consultor em gestão e captação de recursos para municípios. Atua na formação de servidores e agentes públicos e é autor do livro Governança Pública e Suas Possibilidades.

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5 Comentários

  1. Resumo da opera. Se politicos tivessem capacidade para se tornarem empresários não teriam entrado na politica. Obviamente existe o caminho inverso, empresarios que entram na politica. E picaretas, politicos que se declaram empresarios.

  2. Reindustrialização. Ninguém em sã consciencia, sem ‘incentivos’, constroi um industria num lugar porque o mesmo ‘precisa’. Geralmente é perto de um mercado consumidor ou de uma fonte de materia prima. Dai a necessidade de incentivos. O que produzir e onde é coisa de empresarios e não de politicos que só ententem de caçar votos. Alas, no inicio quando algo do tipo acontece tudo é festejado com muita fanfarra. Depois vilões são necessarios e os politicos começam a reclamar de ‘incentivos demasiados’, ‘falta de transparencia’, etc. Querem dinheiro para jogar fora.

  3. Inovação. Em poucos lugares do mundo existe verdadeira inovação. Pessoal da politica juntou-se ao pessoal do marketing e qualquer coisa virou ‘inovação’, ampliaram o conceito e num passe de magica todos viraram inovadores em todo lugar. A régua para distinguir o verdadeiro do falso é o resultado. Real, não o marketado.

  4. Discurso vazio habitual. Desenvolvimentismo não deu certo com JK, não deu certo com os milicos e não deu certo com Dilma, a humilde e capaz.

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