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EDUCAÇÃO. Professores municipais decidem por paralisações em dois dias, 29, segunda, e 1º, quarta

Assembleia da categoria, hoje, discutiu cenários da Reforma da Previdência

Por Rodrigo Ricordi (texto e foto) / Da Assessoria de Comunicação do Sinprosm

Mais de 250 professoras e professores municipais de Santa Maria participaram, na tarde desta quinta-feira (25), da Assembleia Geral Extraordinária realizada pelo Sinprosm no Clube Comercial. O encontro foi marcado por falas firmes e emocionadas, reafirmando a disposição da categoria em resistir ao projeto de reforma da Previdência conduzido pela Prefeitura.

A pauta central da assembleia foi a apresentação dos cenários de reforma elaborados pelo IGAM, contratados pela Prefeitura. Segundo a coordenação do sindicato, os cenários não trazem nenhuma proposta que favoreça professores e servidores públicos, apenas medidas que precarizam ainda mais a vida de trabalhadores e trabalhadoras, sobretudo mulheres, como o aumento do tempo de contribuição e de serviço.

Durante as falas abertas, professoras e professores reforçaram a importância da unidade e da luta coletiva. O plenário deliberou pela manutenção do indicativo de greve para quando o projeto da reforma for oficialmente apresentado, além de duas paralisações já na próxima semana:

  • 29 de setembro (o dia todo sem aula) – Vigília em frente à Prefeitura
  • 1º de outubro (o dia todo sem aula) – Paralisação com participação em audiência pública na Câmara de Vereadores

Antes da votação, foi apresentada a análise técnica da assessoria previdenciária do Sinprosm, realizada pelo especialista Luciano Fazio. O estudo apontou falhas graves no diagnóstico feito pelo IGAM e alertou que, além de induzir a população contra os servidores municipais com uma cartilha de marketing enganosa, a proposta não identifica as causas reais do déficit do IPASSP. Isso significa que, mesmo que seja aprovada, a reforma terá de ser refeita em poucos anos.

Outro ponto debatido foi o relatório da última reunião do Conselho Deliberativo do IPASSP, do qual o Sinprosm participa. O colegiado enviou documento ao prefeito cobrando explicações sobre inconsistências do estudo. O sindicato também protocolou ofício solicitando respostas detalhadas, que devem ser apresentadas pela Prefeitura na reunião do Conselho Consultivo marcada para segunda-feira (29).

A assembleia contou ainda com a presença dos vereadores Sidnei Cardoso (PT), Helen Cabral (PT), Prof. Luiz Fernando (PDT) e de representante da vereadora Alice Carvalho (PSOL), que manifestaram apoio à mobilização. O Sinprosm reforça: a luta é de toda a categoria e precisa da participação massiva de cada professora e professor. Só com unidade será possível barrar os retrocessos e defender o direito à aposentadoria digna, a valorização do trabalho docente e o futuro da educação pública em Santa Maria.

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