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CÂMARA. Projeto que cria programa de combate à desinformação em saúde será votado nesta quinta

Iniciativa de Luiz Fernando Lemos busca combater notícias falsas e distorções

Luiz Fernando Lemos, parlamentar do PDT, afirma que o acesso à informação de qualidade é “um direito fundamental da população e um instrumento de promoção da saúde pública” (Foto João Victor Souza/Câmara/Arquivo)

Por Maiquel Rosauro

Os vereadores de Santa Maria votam, nesta quinta-feira (23), a criação do Programa Municipal de Combate à Desinformação em Saúde. A iniciativa está prevista no Projeto de Lei 10051/2025, de autoria de Luiz Fernando Lemos (PDT).

O programa tem como finalidade combater notícias falsas e distorções sobre saúde, promover conteúdos confiáveis e estimular a educação em saúde para toda a comunidade. As diretrizes incluem traduzir conhecimento científico em linguagem acessível, incentivar checagem de informações, fomentar conteúdos jornalísticos e digitais com rigor científico e facilitar o acesso da imprensa e do público a fontes qualificadas.

A matéria estabelece que o Poder Executivo poderá firmar parcerias com universidades, hospitais, instituições de ensino e entidades da sociedade civil para execução das ações. O texto ainda prevê que a divulgação das diretrizes do programa poderá ocorrer nos canais oficiais do município e em espaços públicos, bem como em eventos de caráter educativo, científico e cultural.

Na justificativa, Lemos afirma que o acesso à informação de qualidade é “um direito fundamental da população e um instrumento de promoção da saúde pública” e cita os impactos de boatos durante a pandemia – de falsas curas a desinformação sobre vacinas – como exemplo da urgência do tema.

“Nos últimos anos, a sociedade passou a conviver com um fenômeno preocupante: a rápida disseminação de fake news e de informações distorcidas sobre saúde. Esse cenário ficou evidente durante a pandemia de Covid-19, quando falsas promessas de cura, boatos sobre vacinas e interpretações equivocadas de pesquisas científicas impactaram diretamente a vida da população, colocando em risco tanto a saúde individual quanto a saúde coletiva”, diz Lemos na justificativa.

Para que a matéria se torne lei, precisa ser aprovada em plenário e, em seguida, ser sancionada pelo prefeito Rodrigo Decimo (PSD).

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Um Comentário

  1. Outra empulhação. Cria um ‘programa’ como já existem muitos. Lei autorizativa cheio de ‘poderá’ para driblar inconstitucionalidade. Se o executivo aderir vai gastar dinheiro publico em orgãos dos amigos da patotinha em coisas que o grosso da população não vai prestar a minima atenção.

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