
Por Maiquel Rosauro
O vereador de Porto Alegre Marcelo Ustra Soares (PL) disse que deseja instalar uma estátua de seu primo, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, em Santa Maria, caso consiga ascender em nível nacional em sua carreira política. A declaração foi feita durante o programa Raio X, do portal Porto Alegre 24 Horas, na segunda-feira (24).
“Olha, se eu chegar mais alto do Brasil vou colocar uma estátua do coronel Brilhante Ustra lá em Santa Maria, na cidade que ele nasceu. Esse realmente é um verdadeiro herói nacional, que lutou contra organizações terroristas que queriam implementar no Brasil a ditadura do proletariado”, disse o vereador.
Marcelo Ustra está em seu primeiro mandato como vereador na capital gaúcha, sendo o quarto candidato mais votado da cidade ao Parlamento, em 2024, com 2.669 votos. Ele é cotado para concorrer a deputado federal em 2026.
Brilhante Ustra nasceu em Santa Maria, em 28 de julho de 1932. Ele foi um coronel do Exército Brasileiro, conhecido por ter chefiado um dos principais órgãos de repressão política da ditadura militar.
Entre 29 de setembro de 1970 e 23 de janeiro de 1974, foi chefe do Destacamento de Operações de Informação e Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do II Exército, em São Paulo, um centro de inteligência e repressão usado para investigar e combater opositores do regime, associado a prisões ilegais, interrogatórios e tortura.
Em 9 de outubro de 2008, a juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo, condenou Ustra por sequestro e tortura durante o regime militar (1964-1985). A sentença foi uma resposta ao pedido de cinco pessoas da família Teles que acusaram Ustra de cometer os crimes em 1972 e 1973.
Em 14 de agosto de 2012, a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo negou, por unanimidade, recurso de Ustra e reconheceu o militar como responsável por praticar torturas no período do regime militar. Em 9 de dezembro de 2014, em decisão inédita, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a responsabilidade civil de Ustra por torturas durante a ditadura.
A Comissão Nacional da Verdade, em 10 de maio de 2013, apontou 50 mortes de presos no DOI-Codi de São Paulo durante o período que Ustra comandou o órgão. Ustra, que morreu em 15 de outubro de 2015, vítima de um câncer de proposta, negou que tenha cometido assassinatos, torturas e sequestros.





Bom, não nem conseguiriam terminar de construir, imagina ficar de pé por um dia inteiro. Quem sabe se colocassem um rato morto nos órgãos genitais da mãe dele, numa sessão de tortura, pensasse um pouco antes de querer chamar a atenção. Uma pessoa normal teria vergonha até de usar esse nome.
A pergunta é: não está acontecendo mais nada de importante em SM para divulgar este tipo de chinelagem? Sim, porque obviamente a estatua não vai acontecer (se acontecesse ainda corria risco de ser roubada). Relevancia nacional ou não quem decide o que acontece no municipio são os locais. Obvio que não vai rolar. Segundo, chinelagem eleitoreira para ‘causar’, levantar falsas polemicas com intuito de chamar atenção do eleitorado. Outra chinelagem eleitoreira. Colocam o Maneco Hassem como quem não quer nada no assunto ‘contrapondo’. Maneco não se elegeu para a AL na ultima eleição e ganhou um cabide do Rato Rouco. O resto é viver de passado.
Sendo vereador de Porto Alegre ele não deveria se ater aos problemas de lá?
Creio que a capital tem bastante coisa pra resolver, como deu pra ver na enchente, antes que um vereador de lá perca tempo querendo colocar estátua em uma outra cidade do interior…
um vereador desse somente pode ser de extrema direita para defender um ditador e torturador. um cara dessa ainda dão espaço para ele falar. tem que ser cassado. Só poder ser defensor do golpista Bolsonaro do PL.
Um ninguém desesperado por atenção. Pior que ganha votos com isso.