Sob o olhar da Medianeira – por João Luiz Vargas
“Ser livre é poder escolher, desde que nossas escolhas respeitem o próximo”

No próximo final de semana, Santa Maria, o coração do Rio Grande do Sul, receberá cerca de duzentos mil fiéis para a tradicional Procissão de Nossa Senhora Medianeira.
Em muitos momentos da vida, a fé e a religiosidade se sobrepõem a outras formas de espiritualidade. É o povo que, em sua devoção, manifesta o desejo profundo de proteção e esperança para todos os campos da existência humana.
Vivemos tempos de divergências no Brasil. Diferentes segmentos responsáveis pela condução da vida pública se enfrentam em conflitos constantes, refletindo as tensões e incertezas que permeiam a administração do país.
Mas sob o olhar de Nossa Senhora Medianeira, os peregrinos da esperança, gosto de chamá-los assim, caminham com propósito. Seus passos, movidos pela fé, são também um gesto simbólico de desejo por um novo tempo para o povo brasileiro.
A liberdade é um dom precioso. E embora pareça que alguns governantes a interpretem como licença para fazer o que bem entendem, a verdadeira liberdade só existe quando nossas ações não prejudicam os outros.
Penso sobre isso com frequência. Sempre acreditei que ser livre é poder escolher, desde que nossas escolhas respeitem o próximo. No entanto, percebo que, hoje, muitos parecem ter esquecido essa simples e essencial verdade.
(*) João Luiz Vargas, ex-prefeito de São Sepé, ex-deputado, ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado). Ele escreve no site às sextas-feiras.





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