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ELEIÇÕES 2026. Em Porto Alegre, presidente nacional do PT reforça alianças e expõe a estratégia da sigla

Apoio ao Estado por conta da enchente de 2024 estará na pauta de campanha

Entre outros, acompanharam o presidente nacional do PT, o presidente estadual, Valdeci Oliveira e os pré-candidatos Edegar e Pimenta

Da Assessoria do Deputado Valdeci Oliveira, com foto de Joaquim Moura (Divulgação)

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (8), em Porto Alegre, que o partido mantém o espaço de diálogo com PDT para uma futura chapa ao governo do estado. “Temos muito o que avançar e dialogar. O PDT é aliado do PT em vários estados. Esperamos sair desse diálogo tendo a Juliana Brizola mais perto de nós e nós mais perto dela”, sustentou o dirigente durante entrevista coletiva na sede do partido, no Centro Histórico da Capital gaúcha.

Na atividade, Edinho esteve acompanhado dos pré-candidatos ao governo do estado, Edegar Pretto, e ao Senado, deputado federal Paulo Pimenta, além do presidente da sigla no RS, deputado estadual Valdeci Oliveira, deputados estaduais e federais do PT e dirigentes partidários. Edinho está em Porto Alegre para uma série de compromissos partidários com as legendas que já firmaram o compromisso pela reeleição do presidente Lula no ano que vem.

LEIA TAMBÉM: “Estratégia do PT no RS é a atuação do governo federal durante as enchentes de 2024”, reportagem de Flávia Simões, no portal do jornal Correio do Povo”

Ao listar uma série de avanços constituídos pelo governo federal nos últimos dois anos e meio – como desemprego mais baixo da história, inflação sobre controle, retomada dos investimentos públicos, aumento da renda e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, entre outras – em contraposição ao governo passado, que deixou um déficit fiscal de R$ 370 bi, um pacto federativo desorganizado e relações deterioradas com outras instituições da República, como o STF, Edinho foi taxativo ao afirmar que a legenda não está preocupada quem será o verdadeiro adversário da oposição nas próximas eleições.

“É esse governo que queremos debater e com ele que vamos vencer. Estamos colhendo os frutos desse trabalho. E o RS é o estado que mais sintetiza isso, com o PAC da Reconstrução, onde o presidente Lula esteve várias vezes e nomeou um ministro exclusivamente para isso. O Rio Grande do Sul é um exemplo concreto de quando um governo se preocupa com o povo, que quando este precisou ele esteve presente. E estamos ainda hoje fazendo obras para que o estado definitivamente supere esse desafio”, listou, citando o nome de Paulo Pimenta, que esteve à frente das ações.

“Queremos dialogar sobre a vida real e com uma política de alianças forte”, afirmou o dirigente, comparando com as ações do governo passado durante a pandemia, “que negou ajuda, se ausentou e o povo foi abandonado” enquanto Lula não deixou faltar nada ao RS num momento em que os gaúchos mais precisaram. “Vamos quebrar resistências, dialogar com a sociedade, dialogar sobre o papel do estado, sobre esses modelos. E eu penso que sairemos vitoriosos desse processo”, frisou, lembrando ainda que, para além da isenção para os trabalhadores assalariados, a medida buscou fazer justiça tributária cobrando de quem tem que pagar.

“Não pode um país como o Brasil ter uma renúncia fiscal de mais de R$ 500 bi ao ano enquanto trabalhador, o microempreendedor e os empresários dos diversos ramos da cadeia produtiva pagam seus tributos e alguns não pagam. Que pais de privilégios é este?” indagou, de forma retórica, reafirmando que essa é uma discussão que a legenda quer enfrentar. “Não tenho dúvida de que quando travarmos esse debate com a população brasileira nós vamos vencer”, disse.

Questionado sobre a composição da chapa nacional de 2026, Edinho fez questão de demonstrar deferência ao vice-presidente Geraldo Alckmin, que está à frente das ações voltadas à retomada do parque industrial nacional e liderou as negociações em relação ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros exportados. “Ele é quem decide qual será o seu papel na tática eleitoral de 2026, e nós vamos respeitar. O presidente Lula tem muito respeito e confiança nele”, disse.

Após a coletiva, Edinho Silva se reuniu com lideranças e dirigentes dos oito partidos (PT, PDT, PSB, PSOL, PCdoB, Rede, PV e Avante) que firmaram acordo no estado para buscar um novo mandato a Lula na disputa do ano que vem e em seguida participou de uma plenária no Cpers/Sindicato.

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