
Da Assessoria do Deputado Valdeci Oliveira, com foto de Joaquim Moura (Divulgação)
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (8), em Porto Alegre, que o partido mantém o espaço de diálogo com PDT para uma futura chapa ao governo do estado. “Temos muito o que avançar e dialogar. O PDT é aliado do PT em vários estados. Esperamos sair desse diálogo tendo a Juliana Brizola mais perto de nós e nós mais perto dela”, sustentou o dirigente durante entrevista coletiva na sede do partido, no Centro Histórico da Capital gaúcha.
Na atividade, Edinho esteve acompanhado dos pré-candidatos ao governo do estado, Edegar Pretto, e ao Senado, deputado federal Paulo Pimenta, além do presidente da sigla no RS, deputado estadual Valdeci Oliveira, deputados estaduais e federais do PT e dirigentes partidários. Edinho está em Porto Alegre para uma série de compromissos partidários com as legendas que já firmaram o compromisso pela reeleição do presidente Lula no ano que vem.
Ao listar uma série de avanços constituídos pelo governo federal nos últimos dois anos e meio – como desemprego mais baixo da história, inflação sobre controle, retomada dos investimentos públicos, aumento da renda e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, entre outras – em contraposição ao governo passado, que deixou um déficit fiscal de R$ 370 bi, um pacto federativo desorganizado e relações deterioradas com outras instituições da República, como o STF, Edinho foi taxativo ao afirmar que a legenda não está preocupada quem será o verdadeiro adversário da oposição nas próximas eleições.
“É esse governo que queremos debater e com ele que vamos vencer. Estamos colhendo os frutos desse trabalho. E o RS é o estado que mais sintetiza isso, com o PAC da Reconstrução, onde o presidente Lula esteve várias vezes e nomeou um ministro exclusivamente para isso. O Rio Grande do Sul é um exemplo concreto de quando um governo se preocupa com o povo, que quando este precisou ele esteve presente. E estamos ainda hoje fazendo obras para que o estado definitivamente supere esse desafio”, listou, citando o nome de Paulo Pimenta, que esteve à frente das ações.
“Queremos dialogar sobre a vida real e com uma política de alianças forte”, afirmou o dirigente, comparando com as ações do governo passado durante a pandemia, “que negou ajuda, se ausentou e o povo foi abandonado” enquanto Lula não deixou faltar nada ao RS num momento em que os gaúchos mais precisaram. “Vamos quebrar resistências, dialogar com a sociedade, dialogar sobre o papel do estado, sobre esses modelos. E eu penso que sairemos vitoriosos desse processo”, frisou, lembrando ainda que, para além da isenção para os trabalhadores assalariados, a medida buscou fazer justiça tributária cobrando de quem tem que pagar.
“Não pode um país como o Brasil ter uma renúncia fiscal de mais de R$ 500 bi ao ano enquanto trabalhador, o microempreendedor e os empresários dos diversos ramos da cadeia produtiva pagam seus tributos e alguns não pagam. Que pais de privilégios é este?” indagou, de forma retórica, reafirmando que essa é uma discussão que a legenda quer enfrentar. “Não tenho dúvida de que quando travarmos esse debate com a população brasileira nós vamos vencer”, disse.
Questionado sobre a composição da chapa nacional de 2026, Edinho fez questão de demonstrar deferência ao vice-presidente Geraldo Alckmin, que está à frente das ações voltadas à retomada do parque industrial nacional e liderou as negociações em relação ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros exportados. “Ele é quem decide qual será o seu papel na tática eleitoral de 2026, e nós vamos respeitar. O presidente Lula tem muito respeito e confiança nele”, disse.
Após a coletiva, Edinho Silva se reuniu com lideranças e dirigentes dos oito partidos (PT, PDT, PSB, PSOL, PCdoB, Rede, PV e Avante) que firmaram acordo no estado para buscar um novo mandato a Lula na disputa do ano que vem e em seguida participou de uma plenária no Cpers/Sindicato.





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