
Reproduzido do site do Correio do Povo / Entrevista assinada por Flávia Simões e Mauren Xavier
Futuro político, a disposição de participar da disputa nacional, as articulações para manter a base aliada unida no Estado, enquanto encaminha a sucessão do seu governo, … Em entrevista exclusiva ao Correio do Povo, no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite (PSD) faz balanço e também reflete sobre o cenário político do RS.
O senhor falou que o seu nome está posto para 2026 no país e no RS. Qual o seu diferencial em relação aos outros pré-candidatos à Presidência?
É muito sobre chamado, oportunidade e onde melhor posso contribuir. O cenário nacional ainda não está bem definido e estamos acompanhando as movimentações. Mas no que tem se apresentado agora, diria que vai se criando um espaço para que a gente possa buscar apresentar algo alternativo a essa polarização entre Lula e um candidato do bolsonarismo. Acho que o Brasil fica discutindo passado.
Nesse sentido, reforça o meu partido, o PSD e o presidente Gilberto Kassab, a possibilidade de ter uma candidatura à presidência. Acho que entre os nomes que estão aí postos, o que melhor eu posso oferecer é justamente a independência. Eu não apoiei nem o Lula, nem o Bolsonaro nas últimas eleições. Sinto-me em condições de poder falar sobre um projeto alternativo, mas eu tenho plena consciência de que isso não depende apenas de mim, depende do partido, da circunstância política. Insisto, sequer estou buscando ser um candidato.
Eu estou disponívelpara, no entendimento que houver, apresentar e liderar essa agenda alternativa para o país. Acho que nos primeiros meses do ano que vem nós vamos ter melhor entendimento sobre esse quadro e onde é que melhor eu posso dar a minha contribuição.
Ser vice é uma possibilidade?
Eu diria que é menos provável, porque qualquer candidatura que faça, exige uma renúncia em abril. Para liderar um projeto, faz sentido uma renúncia em abril. Agora, nem acho que haverá em abril definição de chapas inteiras. A definição de um vice sempre vem nas convenções, que é em julho. Então, se renunciar em abril para pensar na possibilidade de julho. Eu não teria problema de ser um candidato a vice, não é isso. A questão é que, se não for para liderar o projeto, então é melhor eu tocar a nossa agenda do Rio Grande.
Como o senhor enxerga hoje a disputa ao Senado, em que seu nome é cotado?
Seria um caminho natural. As principais pesquisas me dão uma liderança e uma posição relativamente confortável para uma candidatura ao Senado. É possível que, eventualmente, as condições políticas exijam que eu possa contribuir ao RS sendo um candidato ao Senado e possivelmente um senador.
Mas, pode ser, esse é o que nós ponderamos, que a melhor contribuição que eu possa dar, que aí é a minha prioridade, é o processo sucessório. Então, antes de pensar em ser alguma coisa, quero garantir que aquilo que a gente fez nesses últimos sete anos e vamos para o oitavo ano, não se perca. Estou em um projeto no RS como governador e vou com ele até o fim. E ele envolve trabalhar para que essa agenda tenha continuidade.
Então, vou priorizar estar onde eu melhor possa contribuir para o meu processo sucessório aqui, que tem o nome do (vice-governador) Gabriel (Souza), com uma preferência. E eu digo preferência porque ele mesmo, na conversa que tem com os nossos aliados, como os Progressistas, admite a possibilidade de composições em que outro candidato, outro partido, esteja na cabeça de chapa.
Mas vou priorizar estar onde melhor possa contribuir. E, eventualmente, é estando no governo até o final, cuidando das coisas do governo, garantindo as entregas e ajudando na eleição de uma outra forma que não como candidato…”
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Resumo da opera. Caiado não tem cara de que va decolar. Zema idem. Ratinho Junior tem mais visibilidade, carrega o nome do pai que é famoso. Zero Um idem. Logo deve sair umas duas candidaturas com chances pela direita. No segundo turno junta-se todo mundo.
Resumo da opera. Dudu é um incompetente. Protegido pela midia porque, dentre outras coisas, dá boas entrevistas. É o Tite treinador de futebol. Porque a função principal do governador é dar entrevistas.
‘[…] o nome do (vice-governador) Gabriel (Souza), com uma preferência.’ Autocandidatura de um figura apagada. Pulando etapas.
‘[…] exijam que eu possa contribuir ao RS sendo um candidato ao Senado e possivelmente um senador.’ Todo senador gaucho vai para BSB e some. Quando chega perto da reeleição coloca as orelhas para fora da toca.
‘Eu não apoiei nem o Lula, nem o Bolsonaro nas últimas eleições.’ Mas nas anteriores foi de Cavalão no segundo turno. Negocio é se eleger, não importa como.
‘Governador gaúcho admite que pode concorrer a uma das vagas ao Senado’. Ou Camara dos Deputados. Se for a presidencia é sinal que escolherem queimá-lo. Simples assim.