
Reproduzido do jornal eletrônico Brasil de Fato RS / Reportagem assinada por Eugênio Bortolon
A disputa para o cargo de governador do Rio Grande do Sul em 2026 vai ser das mais movimentadas. Até agora são seis pré-candidatos: PSDB, PT, PDT, PL, MDB e Missão – nome do partido do Movimento Brasil Livre (MBL), de extrema direita, que teve o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmado em novembro. Podem ainda surgir pela frente um pré-candidato do PP e mais um que outro de partidos ainda pouco representativos, os chamados popularmente de nanicos. As siglas negociam novas pré-candidaturas e alianças, o que poderá aumentar ou diminuir o número de concorrentes ao Piratini.
As eleições estão marcadas em primeiro e segundo turnos em dois domingos de outubro: dias 4 e 25. Até lá muitas polêmicas, discussões, acusações, palavreado verdadeiro ou irreal. Será, sem dúvida, uma grande guerra de fake news, que por mais que se fale contra, sempre existirão. Vamos ao jogo.
O último candidato lançado foi o do PSDB, ex-partido do atual governador, Eduardo Leite, atualmente no PSD. A pré-candidatura do partido será a do atual prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata.
Maranata, que em 2024 se reelegeu prefeito de Guaíba com 78,18% dos votos válidos, terá de renunciar ao mandato até o início de abril. Ele era do PDT e agora está com ficha assinada no PSDB, com o compromisso da direção nacional e estadual de ser candidato a governador. Dirigentes do partido garantem que o PSDB está resgatando a sua força no estado, a força de suas origens.
Maranata disse que os políticos devem ser cobrados diariamente por seus atos, sem idolatria, e que será um candidato forte com atuação movimentada em todo o estado. Destacou que sua experiência como gestor na região Metropolitana será muito útil no enfrentamento dos grandes problemas dos municípios. Prometeu enfrentar “a gravíssima situação dos produtores rurais endividados” e adotar uma atitude mais efetiva no combate à violência contra as mulheres”.
“O Rio Grande do Sul vai ser o lugar mais seguro para as mulheres viverem”, discursou.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Maranata celebrou a indicação ao lado do novo presidente estadual do PSDB, o vereador e atual presidente da Câmara de Porto Alegre, Moisés Barboza. “É um momento extremamente importante para o PSDB gaúcho. Estamos apresentando ao estado um caminho, um projeto para o Rio Grande do Sul. Nosso partido, que já venceu três eleições para governador e outras três como vice, voltará ao lugar de protagonismo, com candidatura própria”, afirmou Barboza.
Quem são os pré-candidatos
Os outros pré-candidatos já oficializados são os seguintes. O PT vai de Edegar Pretto, que fez ótima votação na eleição de 2022 e não foi para o segundo turno por cerca de 20 mil votos. Ele foi confirmado no dia 30 de novembro. O vice ainda está sendo negociado, cargo que deverá ser de uma das siglas aliadas: Psol, PCdoB ou outro. PT quer formar uma frente ampla para reconquistar o governo, depois das gestões de Olívio Dutra e Tarso Genro no fim do século 20 e início dos anos 2000.
O MDB vai com o atual vice-governador Gabriel Souza. Terá o apoio do governador Eduardo Leite, conforme acertou antes das eleições de 2022. Um nome com histórico no partido, mas até agora, nas pesquisas que estão sendo divulgadas, se mostrou sem fôlego. A depender do que virá até o registro da sua chapa, poderá desistir e concorrer a deputado federal ou estadual para não ficar sem mandato, conforme cogitam nos bastidores do partido.
O PDT definiu a pré-candidatura de Juliana Brizola, ex-vereadora e ex-deputada estadual. Foi lançada em 15 de novembro. Nas pesquisas está se saindo bem, nas primeiras colocações. Se não for para o 2º turno, deverá apoiar Pretto, do PT, mas ela não pensa nesta hipótese. Isso no caso de Pretto conseguir chegar no 2º turno. Neta do histórico Leonel Brizola, vem enfrentando polêmicas e acusações de familiares em razão do uso de dinheiro de sua avó, embora alegue ter procuração e todos os direitos para comandar esta questão. Ela reforçou que não cogita outra disputa em 2026.
O PL já lançou, ainda no mês de julho, como seu pré-candidato, o extremista de direita do partido da família Bolsonaro, o militar Luciano Zucco. Tem o apoio do Novo, também à estrema direita. O nome foi aprovado em reunião conjunta das bancadas estaduais e federais das duas siglas. Até agora, Zucco vai indo bem nas pesquisas feitas, mas o seu radicalismo e suas falas ainda assustam grande parte do eleitorado gaúcho. Radical, ele vem promovendo uma série de movimentos polêmicos na sua conduta no parlamento federal.
O partido Missão, do antigo movimento radical e cheio de controvérsias, MBL, que tantos problemas vem causando à democracia e à liberdade democrática desde 2014, ano do seu surgimento, lançou como pré-candidato o policial rodoviário federal Evandro Augusto, 44 anos. Jornalista e integrante da PRF há 11 anos, ele pretende enfrentar temas como a dívida estadual, os gargalos logísticos e o avanço do crime organizado na máquina pública. Com apoio de lideranças do movimento, como o deputado federal Kim Kataguiri e o ex-deputado Arthur do Val, ele busca consolidar o protagonismo da sigla, que utilizará o número 14 nas urnas e teve o registro confirmado em 4 de novembro de 2025.
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Brizola, Zucco e Preto tem chance. Missão enganar trouxas.