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EDUCAÇÃO. Projeto da UFSM usa tecnologia “Lidar” para otimizar o desempenho de parques eólicos

Iniciativa busca corrigir desalinhamento causado por imprecisões do sensor

Correção do desalinhamento dos aerogeradores pode aumentar a geração de energia em até 2%, tornando a operação mais eficiente

Da Assessoria de Comunicação da Pró-Reitoria de Inovação e Empreendedorismo da UFSM

O projeto “Validação e aprimoramento de sistema de detecção de desalinhamento de yaw em aerogeradores utilizando Lidars em ambiente relevante” está em desenvolvimento pela UFSM em parceria com a Engie Brasil Energia S.A. e com apoio da Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS). A pesquisa é coordenada pelo professor Claiton Moro Franchi, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM, e tem como objetivo otimizar o desempenho de parques eólicos por meio da correção do desalinhamento dos aerogeradores em relação à direção do vento.

A iniciativa busca solucionar um problema recorrente na geração eólica: o desalinhamento causado por medições imprecisas do sensor de direção do vento, conhecido como biruta. Segundo o coordenador, quando esse sensor não está corretamente calibrado, o aerogerador deixa de se posicionar de forma ideal. “O desalinhamento ocorre quando o sensor não identifica com precisão a direção do vento, comprometendo o desempenho do equipamento”, explica Franchi.

Para corrigir essa falha, o projeto utiliza um equipamento Lidar (sigla em inglês para “light detection and ranging”), capaz de medir a direção do vento com maior precisão. A proposta é empregar o Lidar de forma estratégica, instalando-o temporariamente em um aerogerador para coletar dados e, a partir disso, desenvolver um algoritmo de inteligência artificial que permita corrigir e calibrar as medições da biruta. “A inovação está justamente na criação desse algoritmo, que permite corrigir o sensor e repetir o processo em outros aerogeradores”, destaca o coordenador.

Atualmente, o projeto encontra-se na fase de alocação de recursos e mobilização da equipe. Participam da pesquisa docentes do departamento e estudantes de pós-graduação, incluindo mestrandos e doutorandos bolsistas. As atividades incluem a logística de transporte do equipamento, a instalação do Lidar e a realização das medições em um parque eólico localizado no interior da Bahia. “É um projeto de grande complexidade e com prazo curto, o que exige uma logística bastante cuidadosa”, ressalta Franchi.

A execução envolve ainda treinamentos específicos, como cursos de trabalho em altura, já que a instalação ocorre em aerogeradores com cerca de 80 metros. Parte da capacitação contará com o apoio de uma equipe internacional, responsável por orientar os pesquisadores antes das atividades em campo.

A parceria com a Engie Brasil Energia S.A. é fundamental tanto para o financiamento de bolsas quanto para o acesso à infraestrutura necessária. De acordo com o coordenador, a colaboração com empresas é essencial, especialmente em uma área que depende de dados industriais. “O acesso aos dados e à fazenda eólica comercial é algo de enorme valor para a pesquisa”, afirma.

Além do apoio financeiro, a parceria permite a instalação do equipamento em um ambiente real de operação, o que amplia a relevância dos resultados. O projeto marca também a primeira instalação, no Brasil, de um Lidar da fabricante ZX em um parque eólico, reforçando o caráter inovador da iniciativa.

Os benefícios esperados vão além do avanço científico. A correção do desalinhamento dos aerogeradores pode aumentar a geração de energia em até 2%, tornando a operação dos parques mais eficiente. “Esse ganho representa um impacto significativo, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental”, explica Franchi, ao destacar a contribuição do projeto para a descarbonização e para o fortalecimento das fontes renováveis de energia.

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4 Comentários

  1. Resumo da opera. UFSM inventando o alicate e vendendo como novidade. Outros paises tiveram geração eolica antes do Brasil. Também desenvolveram o Lidar. Se tinham o problema e as ferramentas são tão burros que não iriam juntar uma coisa com a outra? Brasil na grande maioria das areas está, otimisticamente, 60 anos atrasado no que diz respeito a tecnologia. Não adianta maquiar.

  2. Utilização do Lidar não é novo nesta aplicação. Alas, montam um Lidar na nacele e deixam lá. Medem em tempo real, não só para otimizar geração, mas para diminuir esforços estruturais. Empresa envolvida é a Zephir DM.

  3. ‘Para corrigir essa falha, o projeto utiliza um equipamento Lidar (sigla em inglês para “light detection and ranging”) […]’. Ou seja, é um radar que utiliza raio laser. Primeira sistema, embrionário, é da finada Hughes Aircraft Company lá em 1961.

  4. ‘[…] é coordenada pelo professor Claiton Moro Franchi, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica da UFSM […]’. Mas é oriundo da engenharia quimica.

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