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Enfim, “começou o 2026” – por Luís Henrique Kittel

Ano intenso politicamente, “também precisa ser eficiente administrativamente”

Passado o feriado prolongado de Carnaval, o Brasil retoma aquela velha máxima: “agora o ano começou de verdade”.

Entre compromissos que voltam à rotina e agendas que ganham ritmo, surge também a pergunta inevitável: como será este corrente ano? Um 2026 que nasce marcado por prazos eleitorais, Copa do Mundo no meio do calendário e uma movimentação política que tende a se intensificar nos próximos dias e meses. Em Agudo ainda, o mês de fevereiro também é simbólico pelo aniversário de emancipação do município. A data (16 de fevereiro) serve como ponto de reflexão sobre trajetória e responsabilidade pública.

Como destaquei em um pronunciamento recente, a emancipação representou autonomia e confiança na capacidade do próprio povo de conduzir seus destinos. E essa ideia continua bem atual.

Desde sua criação, o município viveu diversas “primeiras vezes”. Primeiras estruturas públicas, primeiros investimentos com recursos próprios, primeiras grandes obras. Hoje, novas primeiras vezes também acontecem. Obras de infraestrutura mais robustas, ampliação de políticas públicas, reorganização de serviços e, ao mesmo tempo, um complexo processo de reconstrução diante de desafios recentes.

Mas o ponto central não está apenas na memória institucional. Está no presente. E a ideia de que o calendário inicia apenas depois do carnaval, impõe limites claros. Há marcos legais que antecedem as eleições, há períodos de maior restrição administrativa e haverá um mês inteiro em que o país estará voltado para a Copa do Mundo. Ainda assim, a vida real não entra em pausa. As demandas da população continuam chegando diariamente.

É nos municípios que as políticas públicas se concretizam. É aqui que as pessoas vivem e sentem os impactos, positivos ou negativos, das decisões. Por isso, esperar “passar” o Carnaval, a Copa ou as eleições não é uma alternativa viável para quem administra.

O ano começou. E começou com a necessidade de planejamento, organização de prioridades e clareza sobre quais são as janelas de articulação com Estado e União. Porque, no fim das contas, mais importante do que o simbolismo do calendário é a capacidade de manter o trabalho constante.

Se 2026 será um ano intenso politicamente, ele também precisa ser eficiente administrativamente. E o tempo não espera ninguém.

(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN. É prefeito de Agudo (o único do PL na região), e é o atual presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro) e já foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia. Ele escreve no site às quintas-feiras.

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